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Brasília

Projeto Precoce da UnB seleciona bolsistas para promover o ensino lúdico

Arquivo Geral

24/03/2009 0h00

Ensinar ciências exatas é muito mais do que escrever um monte de fórmulas em um quadro negro. O professor pode ter que soltar um foguete, view montar engrenagens ou construir robôs a energia solar. É isso que acontece durante as aulas do Projeto de Educação Continuada em Ciências da Engenharia (Precoce), shop iniciativa coordenada pela professora do departamento de Engenharia Mecânica Aida Fadel. Para promover o ensino lúdico e criativo a alunos do ensino médio da rede pública, o projeto abriu vaga para 25 tutores, com bolsas no valor de R$ 300,00.


“Não é necessário nenhum pré-requisito, basta gostar da ideia e ter muita disposição para trabalhar”, explica Aida. Mesmo com prioridade para monitores de matemática, física, química, biologia e informática, existe espaço para todas as áreas. “Também temos monitores de português, inglês. O nosso objetivo é ensinar as matérias que caem no vestibular de um jeito divertido”, explica a professora.


O projeto oferece aulas de reforço em duas escolas públicas do Distrito Federal: no Centro de Ensino da Asa Norte (Cean) e no Centro de Ensino Médio 1 de Sobradinho. As aulas são realizadas aos sábados pela manhã, sendo que cada dia é uma disciplina diferente. “O importante é colocar a mão na massa. Fazer os alunos experimentarem. Primeiro mostramos o que acontece, para só depois ensinar teoria”, afirma Aida. Segundo a professora, a metologia permite que o aluno realmente entenda o conteúdo e ajuda a despertar a vocação para as engenharias.


TUTORES – Mas não são apenas os alunos do ensino médio que ganham com essa experiência. Os tutores também aprendem muito. “Os monitores vivenciam a física e a matemática na prática e experimentam uma metodologia diferente de ensinar. Além disso, desenvolvem o trabalho em grupo, a comunicação e conhecem uma realidade diferente da que vivem”, destaca Aida.


Fernando participou do Precoce como aluno e agora é tutor
Fernando Meyer, calouro de Matemática, é um bom exemplo do sucesso da iniciativa. Ele conheceu o Projeto Precoce enquanto cursava o ensino médio no Centro Educacional Gisno. “Eu sempre gostei de matemática e física, mas tinha dificuldade para aprender”, lembra. O aprendizado misturado com vivência prática deu tão certo que Meyer passou para o outro lado: é monitor do projeto. “Ser monitor é ainda melhor. É mais trabalhoso também, mas vale muito a pena”, afirma o jovem. 

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