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Brasília

Projeto coloca espelhos em escolas para diminuir o preconceito

Arquivo Geral

16/08/2010 7h17

 

Da Redação

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

Da necessidade de aumentar a autoestima dos estudantes e de diminuir a violência nas escolas nasceu, em 2005, o Projeto Espelhos de estudante, do professor Ezequiel Dias Cruz. Os espelhos estão instalados nos corredores de cerca de 50 escolas dos snsinos Fundamental e Médio em Ceilândia, Taguatinga e Samambaia. A iniciativa gerou bons resultados tanto para as escolas quanto para o alunos.

 

 

As amigas Marília e Carol, de 15 anos, apoiam o projeto e dizem até que os espelhos porderiam ser maiores. “Eu acho incrível ter espelhos na escola toda. Eles poderiam ser maiores até. Isso ajuda muito na nossa autoestima”, empolga-se Carol. Marília se considera muito vaidosa e diz que durante os intervalos aproveita para retocar a maquiagem. “Eu não chego a me produzir tanto, mas não venho mais tão desarrumada para a escola”, afirma.

 

 

Há quem prefira utilizar os espelhos do banheiro. É o caso de Isabela e Letícia, também de 15 anos. “Para retocar a maquiagem a gente usa o espelho do banheiro, pois é mais reservado, mas esses daqui de fora são ótimos para arrumar o cabelo”, conta Isabela.

 

 

A ideia do projeto é exatamente essa, estimular os alunos a se olharem mais e se aceitarem da forma que são, evitando assim o preconceito e práticas de bullying. O bullying é um termo em inglês utilizado para descrever a violência física ou psicológica intencionais praticado por um só indivíduo ou por grupos, o objetivo da agressão é de intimidar o outro. “Os espelhos fizeram com que o aluno se respeitasse e, com isso, respeitasse também o próximo”, explica Ezequiel.

 

 

Engana-se quem acha que os espelhos são de uso exclusivo das meninas. Os meninos também os utilizam. Lucas, de 15 anos, é aluno do primeiro ano do Ensino Médio e diz dar algumas conferidas no espelho durante o tempo que passa na escola. “Às vezes eu paro para me olhar e ver se está tudo bem”, brinca.

 

 

Leia mais na edição desta segunda-feira (16) do Jornal de Brasília.

 

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