Neste domingo (29) o programa Parceiros da Escola comemora três anos de implantação. Com 3,3 mil padrinhos e madrinhas, a iniciativa já beneficiou 647 instituições de ensino, consolidando-se como um projeto de sucesso no desenvolvimento da educação pública no Distrito Federal.
O programa conta com a participação de empresários, embaixadas, organizações internacionais, associações, igrejas, ONGs, faculdades, pessoas físicas e familiares de alunos, que ajudam a melhorar o ambiente escolar com recursos próprios ou com a prestação voluntária de serviços. No total, a Secretaria de Educação já contabilizou 3.243 ações por parte dos parceiros desde o início do projeto.
Segundo a responsável pela iniciativa, Irene Eichhorst de Mattos, as parcerias entre as instituições de ensino e os colaboradores são espontâneas. “Não há cobranças entre a escola e o parceiro. Ele escolhe a instituição e o que pode doar”, explica Irene. “A ação é um ato solidário e gratuito”.
O Parceiros da Escola teve início em 2007, quando contava com 1,6 mil parceiros. Além de gerar economia para a Secretaria de Educação e para a própria instituição de ensino, que poderá usar seu orçamento em outras ações, o programa visa a proporcionar uma interação maior entre escola, sociedade e governo.
Para a diretora do Centro de Ensino Fundamental (CEF 2), do Riacho Fundo II, Josismar Raminez Barreto, o projeto tem um grande potencial. Por isso, é necessário que a sua divulgação seja constante. “Aqui já houve diversos parceiros que nos ajudaram muito com doação de materiais de limpeza, mobiliários e até computadores”, conta a professora. “Mas as doações diminuíram. Hoje temos mais ajuda dos familiares dos alunos”.
Como ajudar
Para adotar uma escola ou saber mais sobre o programa, o interessado deve acessar o site do projeto (www.parceirosdaescola.df.gov.br), procurar diretamente a Regional de Ensino da localidade ou, ainda, a própria escola para oferecer sua colaboração.
A comunidade pode contribuir por meio de doações de materiais de limpeza, mobiliários e computadores, ou mesmo com a oferta de mão-de-obra profissional, caso de eletricistas, pintores, pedreiros, serventes, jardineiros, professores autônomos (para aulas de dança, música, balé e capoeira), entre outros. Os profissionais também podem atuar na limpeza e conservação das escolas e na construção de laboratórios, salas de leitura, refeitórios e até piscinas.