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Brasília

Programa Minha Casa, Minha Vida será retomado

Arquivo Geral

26/03/2013 8h00

O Ministério das Cidades promete a liberação do Programa Minha Casa, Minha Vida ainda essa semana para as cidades da Região Metropolitana do DF. Representando o Ministério das Cidades, Rui Pires, especialista em Infraestrutura, se dirigiu a mais de 200 empresários da construção civil e representantes da região no auditório Interlegis, no anexo E do Senado Federal, e garantiu que haverá um novo posicionamento sobre a questão até quinta-feira.

 

A edição da última quinta-feira do Jornal de Brasília mostrou os efeitos da paralisação das obras. Além das 140 mil famílias sem casa, 30 mil trabalhadores da construção poderiam ficar sem empregos.  

 

A reunião tratou da suspensão de novas contratações de financiamentos imobiliários do programa Minha Casa, Minha Vida. Liderada pelo Senador Gim Argello (PTB/DF), a mesa de negociação procurou uma solução a curto prazo para que as construções continuem e famílias possam ter sua casa.

 

Formato eficiente

Gim Argello reforçou que houve a necessidade de um freio de arrumação para garantir um formato mais eficiente ao programa, mas ele deve continuar. “Sou do ramo de construção civil, sei tudo que está em jogo aqui. São 140 mil pessoas esperando para ter onde morar e funcionários desempregados. Uma coisa é defender a criação de empregos, mas temos que garantir a qualidade dessas moradias daqui pra frente”, disse.

 

O principal motivo para a paralisação foi a falta de água nos municípios goianos de Águas Lindas, Luziânia, Novo Gama, Cidade Ocidental e Valparaíso. No momento, o problema só persiste em Valparaíso.

 

Motivos da Suspensão

Roberto Carlos Cerato, superintendente regional da Caixa Econômica Federal, teve que explicar aos empresários os motivos da suspensão do financiamento. “Vamos avaliar cada local para continuar com um programa sustentável. Temos que fazer a coisa bem feita para não termos problemas no futuro”, disse. Segundo ele, os locais onde ocorreram as paralisações estavam tendo problemas de abastecimento de água, inadimplência e vícios construtivos.

 

Foi discutida também a necessidade de aumentar o número de moradores da Faixa 1 do programa, aqueles que têm renda mensal de até R$ 1.600. “De 35 mil unidades contratadas nos últimos dois anos, somente dois mil atendem essa faixa que deveria ser prioritária”, afirmou Rui Pires.

 

O que será feito:

– A Saneago vai furar dez poços na região de Valparaíso e construir dois reservatórios de 1.500 m³ cada para irrigar a área toda. 

 

– A captação de água na Usina Corumbá IV trará uma solução definitiva para esses problemas até o final de 2014. 

 

– O rio Corumbá tem uma vazão de 120 mil litros por segundo o que irá abastecer a parte Sul do Distrito Federal e Região Metropolitana. 

 

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