Com o intuito de proporcionar melhoria na qualidade de vida aos idosos e promover a integração entre os associados dos diversos centros de convivência do Distrito Federal, a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejus), por meio de sua Subsecretaria para Assuntos da Terceira Idade (Subati), promoveu, nesta quinta-feira (5), mais uma atividade do programa Qualidade de Vida em Ação, lançado no início de julho.
Sob a orientação de Gilvan Alves de Andrade, o mestre Gilvan, cerca de 150 idosos participaram de uma série de atividades que envolvem capoterapia (terapia com movimentos de capoeira) e terapia do abraço. A ação foi realizada no pátio do Centro Administrativo de Taguatinga, o Buritinga. O programa realiza uma atividade por mês.
Sejus tem como meta auxiliar os idosos a superarem os bloqueios emocionais e corporais. Segundo o secretário de Justiça, Geraldo Martins, a prática esportiva na terceira idade é muito importante. “Os idosos retomam o vigor e a autoestima”, explicou. Os exercícios serão complementados com a terapia do abraço, atividade comprovadamente saudável. O método ajuda na cura de depressão e reduz o stress.
O aposentado Luiz Martins, de 72 anos, foi apresentado a capoterapia pela esposa e pratica a modalidade há dois anos. Ele acredita que o esporte trouxe muitos benefícios para sua saúde debilitada pelo reumatismo. “Tive meu movimentos recuperados pela capoterapia que também melhorou minha convivência social”, destacou.
Maria Auxiliadora Martins, 72 anos, é esposa do aposentado. Ela conta que as amigas indicaram a pratica da capoterapia como ocupação. “A modalidade é uma maravilha. Os exercícios trabalham o corpo e a mente e são praticados em grupo, o que é um incentivo”, completou.
Idealizada pelo mestre Gilvan, a capoterapia é uma atividade desenvolvida com movimentos e jogos lúdicos da capoeira, respeitando os limites e as potencialidades dos idosos. A terapia corporal foi criada em 1988 e pode ser praticada por pessoas de todas as idades.
Gilvan explica que a atividade é motivadora e tem reduzido o uso de medicamentos pelos participantes. “Difícil é tirar o idoso de casa. Com a prática da capoterapia, as melhorias começam a aparecer e a auto estima dos idosos aumenta consideravelmente”, destacou. “Mais do que uma atividade física, a modalidade estimula a convivência, a amizade, o carinho e muita alegria. É um momento em que as pessoas aprendem a viver melhor”, completou o mestre.