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Brasília

Programa do GDF será apresentado em congresso na Coreia do Sul, em setembro

Projeto que incentiva liderança feminina entre estudantes do DF é destaque entre cidades de todo o mundo e ganha visibilidade internacional

Redação Jornal de Brasília

25/07/2025 17h20

Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

O programa “Meninas em Ação: Liderando o Futuro do DF”, do Governo do Distrito Federal (GDF), foi selecionado para ser apresentado no congresso da Associação Mundial das Grandes Metrópoles, em Seul, na Coreia do Sul, entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro. A iniciativa brasiliense foi escolhida entre projetos de diferentes países e integrará as celebrações dos 40 anos da Metropolis — rede internacional que reúne grandes cidades para debater soluções urbanas sustentáveis e inclusivas.

Com o objetivo de fortalecer a participação feminina na sociedade e promover a igualdade de gênero desde a educação básica, o programa foi lançado em 2024 pela Secretaria de Relações Internacionais (Serinter), em parceria com as secretarias da Mulher (SMDF), de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) e de Educação (SEEDF).

“Essa é uma iniciativa em que proporcionamos que as estudantes da rede pública experimentem, por um dia, cargos de liderança ocupados por mulheres. Uma ação que faz com que essas meninas entendam que podem fazer a diferença e almejem cargos públicos no futuro”, afirma o governador Ibaneis Rocha, que oficializou o programa como política pública por meio do Decreto nº 47.081, em abril.

Na primeira edição do projeto-piloto, 30 alunas de três escolas da rede pública — CEM 01 de Planaltina, CEMI do Gama e Censo do Plano Piloto — foram selecionadas para atuar como embaixadoras do “Meninas em Ação”. Além disso, cada uma teve a oportunidade de ocupar temporariamente cargos de liderança em órgãos públicos, empresas privadas ou embaixadas.

A estudante Júlia Lopes, de 17 anos, vivenciou o dia a dia da vice-governadora Celina Leão e relatou que a experiência transformou sua perspectiva de futuro. “Sempre quis trabalhar com cultura, mas percebi que a política é um caminho eficaz para mudar vidas. Já estou desenvolvendo projetos dentro da escola e entendo melhor meu papel como liderança”, afirma.

Para a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, a proposta é um investimento no futuro das jovens do DF. “Ao proporcionar essa vivência, mostramos que o lugar da mulher é onde ela quiser. Queremos que essas alunas se vejam como protagonistas, com voz ativa e poder de decisão”, destaca.

O secretário de Relações Internacionais, Paco Britto, também celebra a conquista da visibilidade internacional: “Participar do congresso será uma grande oportunidade para que outras cidades conheçam nossa ideia e, quem sabe, repliquem em suas realidades. O programa promove empoderamento ainda na adolescência, desperta senso crítico e mostra que o espaço de liderança também pertence às meninas”.

Inspirado no movimento internacional Girls Take Over, da Plan International, e alinhado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 5 da ONU — igualdade de gênero —, o “Meninas em Ação” será apresentado na sessão “O papel das cidades e dos modelos de governança para promover transparência, prestação de contas, inclusão e igualdade de gênero”.

A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, ressalta o impacto da iniciativa: “Mais do que um dia de imersão, o projeto planta uma semente de transformação e mostra às jovens que elas têm poder de mudança”.

Para a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, o reconhecimento internacional comprova o potencial transformador da educação pública aliada ao protagonismo feminino. “Essa escolha reforça que nossas escolas estão formando não só estudantes, mas líderes com voz e visão de futuro”, afirma.

Brasília é membro da rede Metropolis desde 1987. Criada em 1985 na França, a associação representa os interesses metropolitanos de suas cidades-membro em fóruns internacionais como a ONU, Banco Mundial, Iclei e outros. O programa do DF será apresentado em 29 de setembro para representantes de 142 cidades dos cinco continentes.

Com informações da Secretaria de Relações Internacionais

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