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Brasília

Programa discute violência psicológica contra a mulher

Delegada destacou sinais de relacionamentos abusivos, a importância da autoestima e os canais de denúncia para mulheres em situação de violência.

Redação Jornal de Brasília

12/06/2026 13h01

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A delegada Tamires Teixeira ressalta a importância das políticas públicas voltadas para as mulheres, como o acolhimento oferecido às servidoras públicas no retorno da licença-maternidade | Foto: Divulgação/SEEC-DF

A edição desta quinta-feira (11) do programa Tempo de Refletir recebeu a delegada titular especializada no Atendimento à Mulher de Águas Lindas de Goiás, Tamires Teixeira, para uma conversa sobre protagonismo feminino, autoestima, independência emocional e financeira e o papel desses fatores no enfrentamento à violência contra a mulher.

Durante o programa, Tamires afirmou que o protagonismo feminino está ligado à capacidade de a mulher assumir o controle da própria vida e não aceitar situações que violem sua dignidade. Ela também ressaltou que, mesmo em uma sociedade que ainda carrega traços de machismo, é preciso estabelecer limites.

A delegada destacou ainda que relacionamentos abusivos costumam começar de forma sutil, com sinais como controle das redes sociais e ciúme excessivo confundido com cuidado. Segundo ela, a violência psicológica pode incluir humilhações, críticas constantes e comentários depreciativos sobre a aparência ou características pessoais, afetando a autoconfiança da vítima e criando dependência emocional em relação ao agressor.

Tamires também abordou a importância das políticas públicas voltadas para as mulheres e elogiou iniciativas do Governo do Distrito Federal, como o acolhimento oferecido às servidoras públicas no retorno da licença-maternidade. Ela citou o Berçário Institucional Buriti, que permite às mães deixarem os filhos em um ambiente seguro e acolhedor durante a jornada de trabalho.

Ao final, a delegada reforçou a importância da educação como ferramenta de prevenção e lembrou que mulheres em situação de violência podem buscar ajuda pela Central de Atendimento à Mulher (180), pelas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, pela Polícia Militar (190), pela Polícia Civil (197) e pelo Disque 100.

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