Pela primeira vez, approved desde sua implementação em 2001, sildenafil o Programa Cidadania e Justiça na Escola recebe alunos do Programa Acelera, site de Samambaia. São quase 100 estudantes, de 10 a 14 anos, que apresentam dificuldades de aprendizado ou desvio de comportamento e estão cursando duas séries ao mesmo tempo (4º e 5º anos). Eles visitaram o Fórum de Samambaia onde assistiram a uma audiência sobre furto e aprenderam sobre direitos e deveres, cidadania e Justiça. Na abertura do evento, as crianças receberam o presidente da Amagis/DF, Juiz Aiston Henrique de Sousa, que falou sobre os passos necessários para se tornar cidadão.
Na audiência, os alunos ouviram o depoimento de Natália, uma moça de 19 anos, que se envolveu em um furto e foi condenada a duas penas de prestação de serviços à comunidade. Ela já está internada no CAJE por participação em crime de latrocínio, cometido antes dos 18 anos. No julgamento, Natália contou que fumava maconha com amigos quando foi convidada por um ex-namorado para participar do crime e que receberia R$ 50,00 para ajudar a carregar os objetos furtados.
Depois de proferir a sentença de Natália, a Juíza Lea Sales, coordenadora do Programa Cidadania e Justiça na Escola, falou para os alunos sobre as dificuldades encontradas por quem se envolve em crimes. “Será que vale à pena ficar fichado na polícia, ter um problema, tudo por causa de um objeto que qualquer um pode trabalhar e comprar?”, questionou a magistrada.
Após a audiência, os estudantes foram divididos em grupos menores para um bate-papo sobre o julgamento e os ensinamentos da cartilha, já trabalhada em sala de aula pelos professores. Cada roda recebeu o apoio de um profissional da Justiça, como o defensor público, promotor de justiça, servidor do Fórum e um policial. A juíza visitou todos os grupos, falando sobre a importância de se tornar um cidadão do bem.
O entendimento de que o crime não compensa foi demonstrado pelas crianças. “Não se deve cometer crimes, porque acaba com a vida da pessoa”, disse Márcia, de 11 anos. Para Gabriel, 12 anos, fumar maconha também “atrapalha os jovens na hora de tomar decisões”. Antes de ser algemada e deixar a sala de audiências, a ré também refletiu: “acho que se tivesse tido a oportunidade de assistir a uma audiência como esta, não teria me envolvido em crimes”.