Isa Stacciarini
isa.coelho@jornaldebrasilia.com.br
Soluções definitivas para os alagamentos e outros problemas frequentes na época das chuvas estão longe de se tornar realidade. Por enquanto, o GDF trabalha com projetos que tendem a minimizar os transtornos. Trata-se do programa Águas do DF, pelo qual será reforçada a rede pluvial dos locais mais críticos do Plano Piloto e Taguatinga. A primeira etapa do processo licitatório já está em andamento por meio da publicação da pré-qualificação das empresas que atendem as exigências e que poderão participar do procedimento, que consta no Diário Oficial do DF de ontem.
O Jornal de Brasília mostrou ontem que, mais um ano, a cidade não está preparada para a chuva. Os resultados são alagamento nas vias e incontáveis prejuízos à população.
O presidente da Novacap, Nilson Martorelli, admite que as obras, a princípio, são paliativas. “Não é uma situação definitiva, uma vez que as soluções serão definidas no futuro”, ressalta.
Após o término do processo licitatório, as obras têm um prazo de até dois anos para serem finalizadas. O custo total da construção girará em torno de R$ 312,3 milhões.
Início
Segundo ele, a conclusão do processo de licitação deve ocorrer até o próximo semestre. “Dentro dos seis primeiros meses do próximo ano queremos dar início aos serviços, de modo que no próximo período de chuva consigamos minimizar em grande parte os problemas”, diz.
O programa vai agir primeiramente nos pontos mais críticos, como as quadras das faixas 1, 2, 10 e 11 da Asa Norte e da 13 Sul. Em Taguatinga, na QNA, QNB, QNC, QSC, QSA, QSB, QND, QNE, QI e Avenida Hélio Prates.
O professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília (UnB), Oscar Cordeiro, lembra que os alagamentos têm sido um grande problema das cidades brasileiras devido a um processo acelerado de urbanização, que culmina na impermeabilização do solo. “Quando se transforma uma área que era cerrado por uma construção, ocorre um aumento cinco vezes maior de escoamento da água”, ressalta.
De acordo com o especialista, a água da chuva precisa ser gerenciada, pois, caso contrário, a situação é escoar mais rapidamente. Cordeiro aponta que medidas como as do Programa Água DF operam no sentido de amenizar o excesso de escoamento que a urbanização produz. “Isso é bem-vindo, mas o ideal seria não chegar a essas obras com soluções que evitassem o escoamento acelerado, como formas para a água infiltrar”, pontua o professor da UnB.
Crescimento acelerado prejudica
O professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília (UnB), Oscar Cordeiro, lembra que os alagamentos têm sido um grande problema das cidades brasileiras devido a um processo acelerado de urbanização, que culmina na impermeabilização do solo. “Quando se transforma uma área que era cerrado por uma construção, ocorre um aumento cinco vezes maior de escoamento da água”, ressalta.
De acordo com o especialista, a água da chuva precisa ser gerenciada, pois, caso contrário, a situação é escoar mais rapidamente. Cordeiro aponta que medidas como as do Programa Água DF operam no sentido de amenizar o excesso de escoamento que a urbanização produz. “Isso é bem-vindo, mas o ideal seria não chegar a essas obras com soluções que evitassem o escoamento acelerado, como formas para a água infiltrar”, pontua o professor da UnB.
Números
312,3 milhões de reais é o valor total das obras previstas no programa
540 dias é o prazo para a conclusão de cada lote da obra