Menu
Brasília

Professores da UnB decidem que greve só acabará se Planejamento suspender corte da URP

Arquivo Geral

09/03/2010 20h55

A greve dos professores da Universidade de Brasília só acaba com a revogação do ofício do Ministério do Planejamento (MPOG) que determina o corte da URP para servidores da instituição. A condição dos docentes para voltar às salas de aula, aprovada por unanimidade na primeira reunião do Comando de Greve, tem o objetivo de dar fim às ameaças do corte de 26,05% nos salários dos professores, valor recebido há 20 anos e assegurado por liminar do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

O documento foi enviado pela Secretaria de Recursos Humanos do MPOG à UnB em 11 de fevereiro. “Suspender essa decisão do Ministério é o ponto crucial para que a paralisação acabe. Sem isso, o movimento continua até que a URP esteja garantida”, comentou o professor Rafael Morgado, que leciona no campus do Gama. Na última segunda-feira, 8 de março, o reitor José Geraldo de Sousa Junior encaminhou ofício ao MPOG alertando que o corte da URP “contraria o STF e gera insegurança no campus”.

 

Os grevistas falaram em “urgente necessidade” de medidas para mobilizar a comunidade. O principal desafio do movimento é paralisar o campus Darcy Ribeiro. “Esse é o nosso foco, pois nos outros campi – Gama, Planaltina e Ceilândia – já há uma tradição de 100% de adesão”, aponta o professor do Departamento de Filosofia, Rodrigo Dantas, referindo-se à greve deflagrada no fim do ano passado.

 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado