Na manhã da última quarta-feira (06), as professoras Alessandra de Araújo Silva e Iris Gomes Virgulino, da Secretaria de Educação do Distrito Federal receberam prêmios como finalistas do 3º Concurso Aprender e Ensinar – Tecnologias Sociais. Promovido pela Fundação Banco do Brasil e revista Fórum, o concurso tem o objetivo de conhecer tecnologias sociais utilizadas em escolas, com implantação a baixo custo e capazes de promover a transformação e o desenvolvimento social, onde a comunidade é protagonista e assim podem ser reaplicadas em qualquer lugar. O evento foi no auditório da Superintendência Estadual do Banco do Brasil e contou com a presença de autoridades, familiares e amigos das vencedoras.
A terceira edição do concurso recebeu 4.695 inscrições de professores de todo o país. Do total, 1.780 se certificaram. Desse número, 65 obtiveram a colocação de finalistas e como prêmio, cada um dos profissionais da educação ganhou um tablet. Dos projetos selecionados, sairão seis vencedores, que irão ganhar uma viagem à Tunísia, para participação do Fórum Social Mundial 2013, que ocorrerá do dia 23 a 28 de março, deste ano.
Na certificação, os professores inscritos responderam a duas questões, que explicavam a utilização do conceito de tecnologia social na educação, inseridos em projetos desenvolvidos nas escolas. A partir das respostas, saíram os 65 finalistas que participarão de seminário sobre o tema, em Brasília, nos dias 22 e 23 de fevereiro. Neste encontro, cada educador falará sobre o seu projeto e todos receberão troféu. Na ocasião, serão conhecidos os seis vencedores, um de cada região do Brasil e um de Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, que irão para o Fórum Social Mundial 2013.
O secretário de Educação, Denilson Bento da Costa, lembrou que a escola pública é de todos e por isso ela tem que estar aberta para a comunidade, para órgãos estatais ou não estatais, que possam ser seus parceiros. “A educação precisa desse olhar, das parcerias e ações, pois ela por si só não vai atender as demandas e as necessidades, se não tiver a atuação efetiva de parceiros”.
Denilson complementou seu discurso, afirmando que as educadoras Alessandra e Iris são a prova da existência de talentos maravilhosos que a rede pública possui. “Temos projetos brilhantes, de profissionais da educação empenhadíssimos em suas funções e os resultados precisam transpor os portões e integrar toda a rede”.
Segundo a professora do Centro de Ensino Médio 10 de Ceilândia, Alessandra de Araújo Silva são poucas as ações que colocam os professores sob os holofotes. “Faço um apelo, para que essas iniciativas se proliferem, pois acredito que o professor é extremamente carente de ter as suas habilidades e lutas colocadas em uma situação de premiação”. Alessandra agradeceu “meu muito obrigada”.
Para a educadora do Centro de Ensino Médio 304 de Samambaia, Iris Gomes Virgulino, conceitos de física, química, sociologia e demais disciplinas devem ser aplicados, mas não somente a partir das teorias existentes nos livros e cadernos. “Meus alunos costumam dizer, olha aqui professora, está no meu caderno e eu respondo que devem estar nas ações deles, pois quem sabe faz”.
Na solenidade, o superintendente Regional de Governo do Banco do Brasil no DF, Humberto Miguel Freire, lembrou que o Banco do Brasil não é um banco que cuida apenas da parte comercial, ele cumpre o papel de desenvolvimento econômico e comercial, mas desenvolve, também, ações na área das relações sociais. “Das diversas iniciativas que possuímos, essa é uma que consideramos um marco, pois a Educação fomenta o desenvolvimento e o pensar”.
Para a participação no concurso, Alessandra inscreveu o projeto intitulado Jogo Eleitoral, onde se simula uma sociedade, onde os personagens se dividem por classe social e profissão. Os personagens são escolhidos num sorteio e os alunos da mesma classe social formam um grupo e elegem seu candidato à presidência. A cada classe social são colocadas regras específicas, além de serem pontuados os interesses de cada grupo, pelo o que lutam e, o que consideram relevante para o Estado.
Iris concorreu com o projeto Aventura no Maravilhoso Universo da Física, vitorioso com o 1º lugar no Concurso Prêmio ao Professor do Distrito Federal em 2005 e 1º lugar no Concurso Educador de Samambaia. O projeto foi ao encontro de soluções para o alto índice de repetência no componente curricular Física e o tema principal foi “As linguagens da Física e valores associados”. A iniciativa contribuiu para facilitar a aprendizagem da disciplina, desmistificando crenças negativas que os alunos possuíam sobre a mesma. Constituiu-se foco de tal empreendimento pedagógico a rede de competências e habilidades do ENEM e do PAS/UnB, que se embasa em dominar linguagens, compreender fenômenos, enfrentar situações problema, construir argumentações e elaborar propostas, desde o aspecto individual ao coletivo, do local ao global, do micro ao macrocosmo da matéria e do espaço tempo, do raciocínio sequencial linear ao pensamento global.