Inativa durante as primeiras semanas de 2015 em virtude de contenções orçamentárias, a usina de produção de asfalto da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) normalizou o fornecimento de material. Com capacidade para produzir até cem toneladas de massa asfáltica por hora, o local atende demandas das administrações regionais, do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e da própria companhia.
Atualmente, com o ritmo lento dos trabalhos de recapeamento, o motorista precisa driblar os buracos das vias em vários pontos.
“Essa produção é importante para devolver à população do DF, por meio de manutenção das vias das cidades, o que ela paga em impostos”, frisa o chefe da Sessão de Produção de Asfalto, Maurílio Tiberi Caldas. “Apenas pedimos a compreensão do cidadão. Fica bastante complicado o processo de revitalização das vias durante esse período de chuvas”, completa.
A previsão da Novacap é que, com a normalização dos serviços, aumente a procura por massa asfáltica. Para o chefe da Divisão de Manutenção, Lânio Trida Sene, a produção deve voltar a atingir a média de três mil toneladas por dia. “Nós temos algumas cidades que geralmente entram com o processo para aquisição de asfalto. Estamos aptos a atender essas requisições, além de suprir o DER e a nossa própria necessidade”, garante Sene.
Ceilândia, Guará, Taguatinga e Vicente Pires foram as regiões administrativas que, antes da interrupção dos serviços, mais acionaram a Novacap em busca de massa asfáltica, com uma média de três a quatro toneladas do material a cada requisição.
É preciso seguir alguns passos antes de buscar a massa asfáltica. “No último terço de cada mês, as administrações devem nos procurar com um ofício de solicitação. Após o trâmite, elas recebem uma autorização com validade de um mês. Com esse documento, basta trazer um ofício, em cada retirada, informando a quantidade necessária”, explicou Maurílio Tiberi, lembrando que também é necessário fazer uma prestação de contas para justificar o devido uso do asfalto.
As administrações regionais que desejam solicitar massa asfáltica devem comparecer à Diretoria de Urbanização da Novacap ou ligar para o telefone (61) 3403-2430.
A Novacap informa que, além da companhia e das administrações regionais, sete empresas contratadas retomaram, em meados de fevereiro, o processo de recuperação das vias públicas do Distrito Federal. A meta é tapar buracos em todos as regiões do DF. São 18 equipes da Novacap mais uma média de três a quatro de cada empresa atuando simultaneamente.
Em Vicente Pires, o vice-governador do DF, Renato Santana, que assumiu interinamente a gestão da área, pediu agilidade para a recuperação de vias da região, além da coleta de lixo. Ele reuniu-se com representantes do governo e moradores para discutir melhorias para a região.
Tapa-buracos
Foi iniciado um mapeamento das áreas mais críticas de Vicente Pires, onde será feita, de forma paliativa, uma operação tapa-buracos. A ideia é corrigir o que for possível até que a licitação para as obras de drenagem e pavimentação da cidade seja concluída. O processo está em fase final.
“A determinação do governador é que o Estado dialogue com a comunidade, e é o que viemos fazer”, afirmou Santana. “Os órgãos já estão mapeando o que é possível fazer de imediato, enquanto não se conclui o processo de licitação, que vai resolver a questão de infraestrutura”, completou. Serão investidos R$ 504 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na região.
Lixo
A coleta de lixo — outra prioridade apontada pelos moradores — também começou a ser reforçada. Cerca de 300 caminhões começaram a limpar, desde ontem, uma área apontada como crítica pela população. A previsão é de que os trabalhos durem até cinco dias.
Maria Celeste Rêgo foi exonerada, nesta semana, do cargo de administradora de Vicente Pires. De acordo com o GDF, “para o governador Rodrigo Rollemberg, ela não se ajustou ao perfil de diálogo que o governo vem adotando”.