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Brasília

Problemas se acumulam na rede pública de saúde do DF

Arquivo Geral

18/08/2010 8h14

Mariana Laboissière

mariana.laboissiere@jornaldebrasilia.com.br

 

As medidas tomadas pelo governo para melhorar o atendimento na rede pública de saúde não estão surtindo efeito.  Faltam vagas nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), as filas são quilométricas, há escassez de profissionais para atender toda a demanda de pacientes, faltam medicamentos e até  folhas para receitas. As reclamações não são novas, apenas reforçam os pedidos de providências da população que precisa de atendimento. Os problemas, sem fim, vão desde o pronto socorro até a sala de cirurgia. Resultado: pessoas acabam morrendo à espera de um atendimento à altura na capital da República.

 

 

Os filhos da secretária Emir Rose Malty Lobo, de 69 anos, temem pela saúde da mãe. Ela quebrou o fêmur na semana passada e teve um dos membros inferiores engessado até a altura da bacia. Desde então, ela aguarda por uma cirurgia no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), entretanto, além de escassez de profissionais e falta de material, a unidade enfrenta problemas no trânsito dos pacientes. Isso porque todos os elevadores estão quebrados. A última pane ocorreu na sexta-feira passada.  

 

 

Agora, a locomoção de funcionários, visitantes e até de doentes é feita pelas escadas. A família de Emir vem lutando para que a paciente seja transferida, mas afirma que a direção se recusa a liberá-la. “Não tem anestesista, não tem elevador, Minha mãe está jogada no meio do hospital, com vários outros doentes”, revela Lizete Vitória Malty Lobo, filha da secretária. “Para piorar, ela está na fila do transplante de fígado. Ela é uma paciente de alto-risco e, mesmo assim, corre perigo de pegar uma bactéria, uma infecção. Não gosto de pensar nisso. Eles falam que o Hospital de Base não tem vagas, mas fomos lá e vimos que tem”, completa.

 

 

Elevadores do HRT

 

A Assessoria de Imprensa do HRT informou que 89 pessoas que se encontram internadas no quarto andar do prédio foram diretamente prejudicadas com o problema nos elevadores, uma vez que, diferentemente dos demais pisos, nesse último não há rampas de acesso como meio de fuga. O jeito, para alguns, é serem carregados no colo.

 

 

Leia mais na edição desta quarta-feira (18) do Jornal de Brasília.

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