Clarissa Galindo
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A greve nacional dos bancários teve início nesta terça-feira (18). Ao todo, a categoria reúne cerca de 500 mil funcionários em todo o país. De acordo com o Sindicato dos Bancários de Brasília, cerca de 24 mil funcionários aderiram à greve só no Distrito Federal.
Muitos dos que foram às agências nesta manhã, relatam já estar sofrendo os prejuízos da greve, que não tem previsão de término. O médico Diney Soares Torres Albuquerque se diz prejudicado. “Precisava pedir um formulário de transferência de imóvel e agora o aluguel vai sair atrasado”, conta.
A aposentada Auxiliadora Cabrine Toledo, 72 anos, também se queixa do problema. “Preciso pegar um cheque de R$ 3 mil que foi devolvido e não posso. Eu teria que pegar o cheque com os funcionários e cadê?”, questiona.
No entanto, há pessoas que não se prejudicaram completamente por conta da paralisação. A contabilista Leandra Moura diz não ter se afetado, pois faz tudo pela internet. No entanto, não deixa de negar que atrasa um pouco os pagamentos necessários. “Eu faço tudo pela internet. Então, isso não me prejudica em nada. O único problema é que o salário atrasa um pouco pra poder cair”, explica.
A reportagem do Portal Clicabrasilia visitou duas agências bancárias nesta manhã, ambas na região do Sudoeste. Na agência da Caixa Econômica Federal, os funcionários estavam no local, mas negavam atendimento devido à paralisação. Nenhum deles quis falar com nossa equipe.
Já na agência do Banco do Brasil, não haviam funcionários prestando atendimento. Alguns terminais de auto-atendimento não estavam funcionando e clientes informaram que o próprio banco não auxiliava no que era necessário.
De acordo com informação dada no site oficial do Sindicato dos Bancários do Distrito Federal, caso o funcionário não queira aderir à paralisação e resolva trabalhar, ele não deve aceitar. “Grave o registro da mensagem de celular, com hora e data e encaminhe ao Sindicato”, diz o texto.
Dentre as reivindicações, os grevistas almejam um piso salarial de R$ 2.416,38, maior participação nos lucros e resultados dos bancos, criação de planos de cargos e salários e mais contratações, além da proteção contra demissões imotivadas.
Uma nova assembleia está marcada para esta terça-feira (18), às 18h, na Praça do Cebolão, no Setor Bancário Sul.