A polícia prendeu na manhã desta quarta-feira (9) o principal suspeito do assassinato de Elzamir Gonzaga da Silva, 44 anos. A analista do CNPq foi encontrada morta com um tiro na cabeça na última quinta-feira (3). O nome e idade do suspeito não foram divulgados para não comprometer as investigações. Segundo a Polícia Civil, o acusado é um corretor de financiamentos e teria aplicado um golpe na vítima.
De acordo com a delegada Mônica Loureiro, Elzamir precisava de R$ 14 mil para pagar uma dívida, e o acusado conseguiu alterar o valor para R$ 80 mil. Logo após, o criminoso retirou o dinheiro em nome dela. A polícia acredita que quando ela ia fazer a denúncia do estelionato, acabou sendo assassinada.
Por Elzamir ser moradora da Asa Norte, ocorrerá uma investigação conjunta com a delegacia de Luziânia. O corretor possui passagens por estelionato e seqüestro, além de possuir dois mandatos de prisão no estado de São Paulo.
O suspeito terá prisão preventiva de 30 dias. A coletiva foi dada na 2ª DP (Asa Norte).
Relembre o caso:
Na noite da última quarta-feira (2), Elzamir Gonzaga da Silva, 44anos, desapareceu no trajeto entre seu trabalho na 508 Norte e sua casa. Na quinta-feira (3) o corpo da mulher foi encontrado em uma estrada de terra na BR-040, próximo a Luziânia, com um tiro na cabeça. O crime está cercado de mistérios.
A Delegacia de Luziânia e a 2º DP, responsáveis pelo caso, descartaram a hipótese de seqüestro relâmpago, pois Elzamir não estava de carro. Segundo informações, apenas a bolsa da mulher foi roubada.
Elzamir era analista em ciência e tecnologia do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Doutorada em Educação na Espanha e mestranda em psicologia na UnB, a analista era de poucos amigos, o que dificulta a investigação.
Conhecidos da vítima informaram que a mulher era delegada do Sindicato dos Servidores Públicos e diretora de comunicação da Associação dos Servidores do CNPq.