Olavo David Neto
redacao@grupojbr.com
Magistrado em São Paulo, Marcos Menezes Barberino Mendes é primo de Adriana Villela – acusada de encomendar o assassinato dos pais, José Guilherme e Maria Villela – e depôs nesta quinta (26) no julgamento da parente. No depoimento, quinto e mais rápido de hoje (26) e o sexto convocado pela defesa, ele deu detalhes da relação da família com Adriana e do sentimento dos familiares com o processo.
Ele contou que Adriana sempre teve um estilo de vida alternativo e independente. Segundo a testemunha, José Guilherme Villela, proeminente jurista no Distrito Federal que chegou ao Tribunal Superior Eleitoral, tinha certa insatisfação pelo fato da filha não seguir carreira no Direito. “Ele sempre comentava que ela se daria muito bem, porque é articulada, sabe expor suas ideias”, comentou a testemunha.
A respeito do processo, Marcos comentou que o andamento ainda causa sofrimento na família, pois “ainda não pudemos fechar o período de luto. Nós nem damos notícias em tempo real porque tem pessoas mais velhas que podem não aguentar”, declarou o depoente.
Questionado pela acusação sobre a postura de Maria Villela, Marcos declarou que a tia era católica, com costumes mais recatados, conservadores. À pergunta se havia incômodo com o modo de vida de Adriana, inclusive pelo consumo de maconha, ele não entrou em detalhes. “Ela era uma pessoas mais conservadora, não tinha um estilo de vida liberal, não pregava essas pautas”, disse o primo da ré.