Brasília

Primeiros indígenas são vacinados contra a Covid-19 no DF

Foram imunizados 17 índios da etnia Guajajara. Também foram vacinados 30 índios na Casa de Saúde Indígena (Casai)

Foto: Geovana Albuquerque

Os primeiros indígenas que moram no Distrito Federal foram imunizados contra a Covid-19 nesta quarta-feira (20). A vacinação aconteceu na Aldeia Teko Haw, situada no setor Noroeste. Ao todo, 17 da etnia Guajajara foram vacinados.

Além disso, outros 30 indígenas receberam o medicamento na Casa de Saúde Indígena (Casai), local em que índios de outros estados se ficam durante tratamentos hospitalares no Distrito Federal. A responsabilidade sanitária de vacina desses índios abrigados é do DF.

O cacique da Aldeia Teko Haw, Francisco Guajajara, de 45 anos, informou que vivem no local 23 famílias, cerca de 250 pessoas. No entanto, a maioria dos indígenas trabalham fora e não estavam na aldeia na hora da vacinação.

Francisco Guajajara foi o primeiro a receber a dose da vacina CoronaVac para dar o exemplo ao restante da tribo. “É bom vacinar porque todo mundo está sofrendo com essa doença pelo mundo. Ninguém aqui quer morrer e a doença não escolhe quem vai atingir, pode ser rico, pobre, índio, branco”, afirma.

O cacique fez questão de chamar todo mundo que estava na aldeia para ir se vacinar, pois segundo ele, “a vacina é uma proteção a mais”, principalmente pelo fato de muitos saírem diariamente para trabalhar fora. Até hoje, não ocorreu nenhum caso de Covid-19 na aldeia.

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Para Fetxawewe Tapuya, de 21 anos, estudante indígena da Universidade de Brasília, (UnB), a vacinação contra Covid-19 é extremamente necessária para a população indígena, pois a pandemia mostrou a fragilidade desses povos.

“Perdemos muitos anciões da nossa etnia que moravam em outras comunidades e outros estados. São perdas irreparáveis, pois eles repassam seus conhecimentos, costumes e valores para nós. Essa doença é muito grave e atingiu muitos índios. Por isso, estou feliz que a vacina protegerá nosso povo”, destaca.

A indígena Marta Guajajara, de 44 anos, ficou satisfeita com a aplicação das doses nesta primeira fase da vacinação. “É algo muito importante para o meu povo. Mas apesar de ninguém ter adoecido aqui eu continuo tendo todos os cuidados, usando máscara e álcool em gel”, afirma.

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De acordo com Tiago Neiva, Gerente da UBS 2 da Asa Norte, a equipe retornará na Aldeia Teko Haw em outro dia, pois a estimativa de público-alvo desta aldeia é vacinar 250 pessoas e o objetivo é alcançar 100% da população indígena. Além da equipe da UBS 2 da Asa Norte, a ação contou com a participação da Vigilância Epidemiológica da Região Central e a colaboração de voluntários da Cruz Vermelha.

As informações da Agência Brasília

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