Dois sócios da empresa Wall Multimarcas, localizada na Cidade dos Automóveis, foram presos preventivamente nesta terça-feira (29) pela Polícia Civil. Eles são acusados da prática reiterada do crime de estelionato na consignação e compra de veículos, resultando em um prejuízo de mais de R$ 5 milhões para as vítimas.
Na operação, os policiais apreenderam na casa dos acusados cheques, documentos diversos, contratos de consignação, além de dois veículos. Há 55 inquéritos instaurados contra os sócios, que estavam com os bens bloqueados pela Justiça, conforme noticiado na segunda (28) pelo Jornal de Brasília.
O delegado do caso, Rodrigo Bonach, da 8° Delegacia de Polícia, conta que os inquéritos policiais instaurados acumulam, além do estelionato, a prática de associação criminosa e lavagem de dinheiro. Esta última ainda está sendo investigada. “Os acusados, caso sejam condenados em todos os processos, podem ter pena de reclusão de 55 até 275 anos”, aponta Bonach.
O delegado ainda enaltece a atuação da PCDF, que está “agindo de maneira dura” diante desses golpes. “Um recado para todos os empresários do ramo de compra e venda de veículos que eventualmente se arrisquem a cometer esse tipo de crime: a repressão está sendo rápida e bastante efetiva”, assegura.
Na última segunda (28), um juiz da 4ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) determinou o bloqueio das contas pessoais dos donos da concessionária. A decisão saiu após um pedido da defesa de um dos clientes lesados. O JBr. mostrou os problemas que a Wall Multimarcas acumula desde dezembro do ano passado.
Falência
A concessionária está fechada 22 de janeiro, isso porque declarou falência e que a causa seria a crise econômica. Mas antes de fechar, a empresa teria retirado todos os carros do local, mesmo aqueles que não haviam sido vendidos.
De acordo com a advogada de cinco dos mais de 40 clientes lesados, Danielle Ferreira Glielmo, a determinação do bloqueio pela Justiça foi de R$ 74,4 mil que devem sair das contas pessoais dos donos da empresa.
Normalmente, em situações como essa, os valores são retirados das contas jurídicas da companhia. Porém, neste momento, o poder Judiciário entendeu que havia uma intenção da empresa de não cumprir com os compromissos firmados com os clientes e que a mesma tinha declarado falência.