
Um homem foi preso nesta segunda (22) suspeito de atropelar e arrastar por 3,4km uma jovem de 19 anos, na DF-005, no
Lago Norte. O crime ocorreu há 15 dias. A vítima foi encontrada com o corpo dilacerado. Moradora do Paranoá, ela estava na entrada de uma festa quando foi atropelada e arrastada por um veículo.
Segundo a Polícia Civil, o veículo utilizado não pertencia a nenhum dos ocupantes e foi localizado com o proprietário, que confessou ter emprestado o carro em troca de duas pedras de crack traficadas por um dos ocupantes do veículo. O condutor do carro no momento do acidente, Simonton da Costa Mota dos Santos, estava sem habilitação e sob o efeito de maconha, álcool e rupinol (medicamento tarja preta), de acordo com a corporação.
Além do motorista, haviam mais quatro ocupantes no veículo, entre eles dois menores de idade. A 9º Delegacia de Polícia (Lago Norte) localizou o grupo através de uma das barreiras eletrônicas localizada entre a DF-015 e a DF-005. No local, foram encontradas as roupas da vítima pelo caminho até chegar ao corpo.
Omissão de socorro
Simon confessa que estava em alta velocidade e que, ao atropelar a vítima, foi aconselhado pelos outros ocupantes do carro a prestar socorro. No entanto, segundo a Polícia Civil, ele se negou a fazer isso pelas condições de embriaguez em que estavam.
De acordo com os relatos dos suspeitos, nenhum deles sabia que a vítima permanecia presa na parte dianteira do veículo. Quando voltaram para a festa, o carro passou por cima do corpo. Com isso, eles se livraram das roupas da vítima. O delegado responsável pela investigação, Ricardo Viana, diz que a omissão de socorro foi uma atitude de descaso com a vida alheia, além de imprudência. “A partir do momento em que Simon conduz um veículo sem habilitação e sob efeito de drogas e álcool, ele é responsável por qualquer coisa que possa ocorrer”, ressaltou.
Ação
De acordo com a corporação, Simon, motorista do veículo, confessou ter agido por sua conta e risco. Ele afirmou não ter sido auxiliado por nenhum dos ocupantes. Se condenado, responderá por homicídio, omissão de socorro e vilipêndido de cadáver. Diante da confissão de Simon, os outros dois ocupantes maiores de idade serão indiciados apenas por omissão de socorro. Os menores foram encaminhados à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA).