Isa Stacciarini
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Após dois anos de investigações, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), prendeu em Salvador, Bahia, o autor de um homicídio qualificado, ocorrido em Planaltina, há quase três anos. R.F.L., 38 anos, teve o mandado de prisão preventiva expedido na noite de sexta-feira por matar por esganadura a namorada Luciana Silva de Morais, 25 anos, em março de 2011. No momento da prisão, o acusado estava fazendo uso de uma identidade falsa em nome de Antônio de Sousa Franco. Ele já havia sido condenado anteriormente a 21 anos de reclusão por matar a facadas o enteado de sete anos em Valparaíso (GO), na Região Metropolitana do DF. O crime aconteceu em 2006, com a conivência da mãe A.J.F., também condenada à época. O casal chegou a esconder o corpo da criança em um buraco na residência onde morava.
Fugitivo
Em 2009, ele fugiu durante um saidão e nunca mais retornou ao presídio em Goiás. R.F.L. foi para Planaltina, onde começou um relacionamento amoroso com Luciana. Durante o namoro, a vítima, considerada muito religiosa, chegou a juntar dinheiro para financiar um lote, e construir uma casa para morar com o suspeito. Após oito meses juntos, ele matou a companheira, enforcando-a com as próprias mãos.
Logo depois do crime, o fugitivo foi até a casa da família de Luciana e informou que ela havia viajado, e que ele precisava enviar alguns documentos para a namorada. Após ter o acesso ao quarto da vítima, o acusado subtraiu documentos pessoais e o cartão de crédito e débito.
Crime foi premeditado
O delegado da 31ª Delegacia de Polícia (DP), Neto Tavares, explica que, de posse dos cartões, R. sacou R$ 3 mil da conta bancária de Luciana em agências de Goiânia e São Paulo.
“Foi um crime premeditado. O homem convidou a então namorada para ir à casa onde morava. Lá, ele a matou, e trancou o corpo na casa. Depois de conseguir os cartões de crédito e débito, ele fugiu. Ele é um homem terrível, que não se importa e não tem noção de vida”, explicou.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, após dias sem ter notícia de Luciana, a família decidiu procurá-la. Depois de cinco dias, os parentes foram à casa de R., onde encontraram o corpo em estado de decomposição. “Foi um crime premeditado. Ele vai responder por homicídio e furto qualificado”, informa.