Maria Júlia Spada
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Um rapaz de 21 anos, não identificado, foi preso na manhã desta quinta-feira (28) em Samambaia Norte, acusado de agredir a mãe de 58 anos. De acordo com a Prevenção Orientado à Violência Doméstica e Familiar (Provid), as agressões aconteciam no apartamento da vítima e já foram ouvidas pelos vizinhos.
Segundo o sargento da 11ª BPM, Antônio França, o jovem preso é usuário de drogas e cometia diversas agressões à mãe, além das físicas. “Ele a torturava psicologicamente e roubava móveis e dinheiro da casa para comprar drogas”, contou. A mulher relatou,que na madrugada de quinta-feira,as agressões físicas foram mais intensas, com socos e pontapés e que, inclusive, o jovem a trancou dentro de um dos quartos da residência para que não denunciasse as agressões.
“Assim que os policiais chegaram ao local, os vizinhos falaram que vinham ouvindo brigas e móveis sendo arrastados constantemente”, contou o sargento. A mulher já havia relatado que o rapaz era violento para a equipe do 13º Batalhão de Samambaia e desde então a Provid vem acompanhando o caso, fazendo visitas e orientando mãe e filho. “Foi uma feliz coincidência a equipe da Provid está monitorando a casa da vítima justo no dia das agressões”, pontuou o sargento.
A luta da mulher contra o vício do filho já é de longa data. Segundo as informações, ao longo dos anos, ela o inscreveu em grupos de apoio para dependentes crimes, mas sem resultados. “Ela está muito abalada pela prisão do filho, moravam apenas os dois na residência e ela nunca o denunciou formalmente pois tinha medo do que aconteceria”, explicou o sargento.
De acordo com o sargento, o jovem não tem passagens pela polícia por crimes anteriores e foi encaminhado para a 26ª DP, onde responderá por injúria, lesão corporal e Maria da Penha. A mãe está com algumas escoriações nos braços e pernas, mas passa bem e não precisou ser encaminhada para o hospital.
Saiba mais
O Provid é um policiamento que tem por objetivo o enfrentamento da violência doméstica, por meio de ações de prevenção. Promove a segurança pública e os direitos humanos, realiza intervenções familiares com vítimas e agressores, encaminhando-os aos demais órgãos que compõem a rede de apoio e proteção.
As vítimas de violência doméstica podem participar do programa ao denunciar as agressões à órgãos de apoio e enfrentamento à violência doméstica, como Delegacias especializadas e Centros de Referência Especializado de Assistência Social.