Foi divulgada nesta sexta-feira (14), a prisão de Leonardo Rodrigues Lobeu, de 22 anos, acusado de matar Igor de Oliveira Queiroz, um agente socioeducativo que trabalhava na Unidade de Internação do Recanto das Emas (Unire).
O crime ocorreu na noite do dia 14 de setembro, em um bar na quadra 114, do Recanto das Emas. A vítima, de 28 anos, estava de folga e foi atingida com três tiros na cabeça.
Segundo testemunhas, o assassino, conhecido como Leozinho Revólver, esperou o momento em que o amigo da vítima se levantou para ir ao banheiro e atirou. O agente chegou a ser socorrido em encaminhado ao Hospital de Base, mas não resistiu aos ferimentos. O caso foi investigado pela 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas).
Entenda o caso
No ano de 2011, Igor costumava frequentar o bar da família de sua esposa. Quase diariamente saia uniformizado do serviço e ia direto ao local. Como vestia uniforme de servidor público, os traficantes da região ficaram incomodados e procuraram o sogro da vítima e proprietário do bar para exigir que Igor não fosse mais ao local, pois estava afastando os clientes do tráfico. No entanto, a ordem não foi acatada e os criminosos assassinaram o proprietário.
Assustados e com medo de represália, Igor foi embora do Recanto das Emas com a sua família. Aproximadamente três anos depois, ao voltar na cidade ,no dia 14 de setembro, a vítima foi a um bar com um amigo, onde foi atingido com três tiros.
O assassino foi preso nessa quarta-feira (12), na quadra 303 de Samambaia. De acordo com a Polícia Militar, o meliante, sem sucesso, resistiu a prisão. Com ele foi encontrado um revólver calibre 38. “De acordo com o autor do crime, esse revólver foi a arma utilizada no crime”, afirmou o delegado responsável pelo caso, Pablo Aguiar.
Histórico criminoso
Ainda menor de idade, Leonardo havia cometido outros dois homicídios. De acordo com o delegado, o assassino é muito perigoso e representava grande risco à população. Preso, ele deverá responder pelos dois homicídios doloso, resistência a prisão, desacato a autoridade e porte ilegal de arma.
O acusado afirma ter se arrependido do que fez e conclui “eu errei e agora tenho que pagar pelo que fiz”.