Lucas Dutra
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O assalto a uma empresa de serviços gerais da Quadra 103 do Sudoeste, com oito reféns, deixou à mostra a insegurança da região administrativa, até então mera coadjuvante nas páginas policiais. Apesar do índice de criminalidade aparentemente inferior ao de outras localidades do DF, relatos de moradores, trabalhadores e proprietários de estabelecimentos comerciais mostram que apesar da nobreza do setor – o Sudoeste detém um dos metros quadrados mais caros do País –, a região também sofre com problemas de segurança pública.
Durante a tarde de ontem, um dia após o incidente, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) esteve presente na comercial do Sudoeste, com rondas feitas por duplas em viaturas, além de motos. A poucos metros de distância da empresa de serviços gerais, dois policiais distribuíam folhetos explicativos a transeuntes. No entanto, comerciantes da área afirmaram que movimentações como esta não ocorrem com frequência, principalmente após as 18h, o que facilita roubos a pedestres e ao comércio.
O supervisor de uma drogaria do Sudoeste Manoel Messias dos Santos, 37 anos, demonstra preocupação com o crescimento da criminalidade. “Fomos assaltados três vezes nos últimos seis meses. Todos à mão armada. Com isso e os acontecimentos recentes, os funcionários têm trabalhado com medo. Depois de um certo horário a polícia faz poucas rondas, e o comerciante precisa mais disso à noite”, reclama. Segundo o supervisor, outras lojas do Sudoeste, da mesma rede de drogarias, foram assaltadas pelo menos seis vezes nos últimos oito meses.
Em contrapartida, o sargento do Posto Comunitário do Sudoeste, localizado a cerca de cem metros de onde ocorreu o assalto na terça-feira, Silvio Santiago, informa que existem poucos registros de crimes na unidade. “A procura é reduzida, por conta do baixo índice de criminalidade. Temos policiais entre as quadras. O que aconteceu foi um caso isolado”, defende. De acordo com o sargento, duas viaturas, quatro motos e seis policiais durante a manhã e outros seis durante a tarde fazem rondas pelas quadras comerciais e residenciais do Sudoeste.
O militar também argumenta que a ação da polícia costuma ocorrer com rapidez e eficiência, a ponto de capturar criminosos logo após assaltos e roubos. Segundo Santiago, o maior índice de registros no posto comunitário tem relação com reclamações contra moradores de rua.