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Brasília

Preocupação com o vírus H1N1 marca reabertura do ano letivo nas escolas públicas

Arquivo Geral

04/08/2009 0h00

 


No começo da manhã o movimento de carros já era intenso. A estimativa do Detran é que haja um aumento de cerca de 40% no número de veículos com a volta às aulas. As atividades nas 637 escolas públicas começaram hoje. Os 502.784 alunos matriculados na rede pública de ensino se preparavam para o começo das aulas.


A abertura oficial do semestre foi feita no Centro de Ensino Fundamental 10 do Guará e teve a participação do secretário de Educação José Luiz Valente. Antes de entrarem nas salas de aula, alguns recados foram passados para os alunos. A diretora do colégio, Sandra da Costa, abordou um tema que tem preocupado muitos pais, que é a prevenção contra a gripe suína. “Estamos passando por um momento crítico na área da Saúde. Por isso algumas orientações serão passadas para vocês”, explicou a diretora.


A higiene agora é essencial para os alunos. Os kits escolares contra a gripe suína foram instalados no colégio. No Centro de Ensino 10, por exemplo, 30 unidades foram entregues e devem durar uma semana, até serem repostos. Além disso, a escola comprou 20 máscaras de prevenção e separou uma sala que servirá de enfermaria para os alunos que apresentarem sintomas da gripe.


O álcool em gel, presente no kit escolar, ainda está em falta nas lojas, por isso não foi distribuído em algumas escolas. No Centro de Ensino Setor Leste havia apenas quatro potes de álcool e dois galões para reposição. Insuficiente para suprir toda a escola. Os kits são compostos, além do álcool em gel, por toalhas de papel, suporte de detergente e lixeiras. Nos lugares onde não há um banheiro perto são instalados os suportes com álcool em gel. Nos banheiros, a higienização com detergente é suficiente.


Além de todos os hábitos de limpeza, outras novas regras serão adotadas nas escolas. “Não pode abraçar e nem beijar. Para cumprimentar o colega, só com beijo sem encostar o rosto”, brinca Sandra. Emprestar material também está proibido por enquanto.


“Se alguém tiver o influenza, vai espirrar, passar a mão no olho, pegar no lápis e emprestar para o colega, que acaba pegando a gripe também”, adverte a diretora. Para a vice-diretora do Setor Leste, Maricelma Arakaki Lúcio, as campanhas educacionais são importantes para os alunos, sobretudo em uma época como a atual. “O jovem acha que essa realidade (da gripe suína) está distante, que nunca vai acontecer com ele. A gente passa a informação direto para o aluno, para ele saber se prevenir”, afirma.


Sobre a doença
Em todas as escolas públicas do Distrito Federal foram dadas aulas de prevenção contra a ova gripe. Os professores passavam as informações para os alunos em sala de aula, por meio de folhetos explicativos.


No Centro de Ensino Fundamental 10 do Guará também terá um vídeo educativo sobre os procedimentos, que deve ser visto pelos alunos amanhã, já que ontem muitos não foram para   aula. A intenção é atingir não só os estudantes, mas os pais também.

Lições sobre prevenção
Mesmo com todas as medidas preventivas, a preocupação era constante nos colégios. No Centro de Ensino Setor Leste, aluno gripado ia pra casa. Mesmo sem estar com febre. Em uma rodinha de amigos, uma cena chamou a atenção. Uma menina estava usando máscara. E não estava gripada; a atitude era pura prevenção. “Estou usando para não pegar gripe. Também estou lavando as mãos várias vezes por dia e ando sempre com álcool em gel na bolsa”, explica Caroline Almeida, que tem 15 anos e está no 1° ano.


Os alunos elogiam a atitude das escolas de darem instruções para prevenir contra a gripe suína. “É um modo de prevenir, não só para professores, mas para alunos também”, afirma a estudante da 8ª série Vanessa Araújo Carvalho, de 14 anos. “É uma atitude simples que a gente toma e que pode mudar muita coisa”, completa a amiga Thaís Ferreira da Silva, 14, ambas do Setor Leste.


As amigas Natália do Nascimento, 11, Débora Cristina Santos Ferreira, de 12, Débora Ester Gomes de Paula, 11, e Marcela Figueiredo, de 11 anos, todas da 5ª série do Centro de Ensino 10 do Guará, já colocaram em prática algumas ações aprendidas. Juntas, elas lavam as mãos com os kits recebidos pelo colégio. Todas concordam que a prevenção é importante. “Essas aulas são boas porque mostram como não ter risco de pegar a gripe. E tem que ter cooperação de todos para prevenir”, diz Natália.


Preocupação não é só coisa dos alunos. A coordenadora do Centro de Ensino 10, Lucélia Rodrigues, também está preocupada com a propagação do vírus. “Eu fico com receio dentro da escola”, afirma. O objetivo do colégio é que os alunos possam ter bons hábitos de higiene também em casa e que possam passar o que aprenderam para a família. “Trabalhamos com linguagens diferentes para os alunos de 1ª à 4ª séries e de 5ª à 8ª. Nos preocupamos em tornar as informações mais fáceis de serem entendidas para os alunos e para os pais e a participação dos alunos é importante para essa divulgação”.


Apoio aos professores
Quatro alunos de cada turma, escolhidos como representantes de classes do Centro Educacional 10 do Guará, vão ajudar os professores na prevenção contra a gripe. Ontem, eles já tinham organizado turnos de limpeza das carteiras, com álcool em gel, para cada equipe.


Além disso, os representantes de turma também serão responsáveis por divulgar informações e tirar dúvidas sobre a nova gripe. “É importante que eles realizem esses trabalhos junto com os professores porque eles se sentem mais valorizados”, explica a orientadora educacional Arlete Martins.


Valente dá orientações
Na abertura do segundo semestre do ano letivo de 2009 o secretário de Educação José Luiz Valente conversou com os alunos do Centro Educacional 10 do Guará. Para deixar os pais aliviados, ele garantiu que os professores estão preparados para receber os alunos e informar sobre todos os procedimentos que devem ser tomados contra a gripe suína. “Já está na hora de estudar. Tomamos todas as providências necessárias para a volta às aulas, seguindo a orientação da Secretaria de Saúde”, afirmou o secretário.


Não há perigo de as aulas serem suspensas, já que nenhum caso de gripe suína foi detectado. As aulas vão ser ministradas normalmente durante o semestre. Havendo risco de contágio de gripe nos colégios, aí sim, se pode pensar na possibilidade de suspender as aulas, disse o secretário. “Ainda não tivemos nenhum caso. Está tudo sob controle. Se o aluno estiver com gripe, a orientação é não vir para a escola. E sempre lavar as mãos, tomar providências para evitar o contágio”, lembra o secretário.


Preparados
E não é necessário entrar em pânico por causa de contágio é só adotar os hábitos de higiene que diminui o perigo de contágio da gripe, explica José Luiz Valente. Os professores estão capacitados para ajudar os alunos no que for preciso, até mesmo na hora de atender casos de suspeita de gripe.


A primeira medida é tirar o aluno de sala de aula e contatar os pais. O aluno deve ser encaminhado para um posto de saúde para fazer exames. Caso o estudante já esteja gripado, a recomendação é não aparecer na escola. “Se ele apresentar sintomas como febre e tosse, é melhor não vir para a aula. Mas se só tiver resfriado, com coriza, sem nada, não tem porque ficar em casa”.


Os cuidados devem ser tomados por todos, alunos professores e pais. “Essa história da gripe é uma situação complicada, mas agora o aluno tem que estudar. E estudar muito, porque vale a pena”, incentiva o secretário de Educação.


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