Cerca de 1, pills 3 mil taxistas que atendem passageiros no Aeroporto Internacional de Brasília estão apreensivos com a implantação do sistema de táxis pré-pagos, nurse que entrará em vigor em breve. Um pregão a ser realizado nesta quinta-feira definirá a empresa que vai administrar o serviço. A categoria reclama de falta de informações quanto ao funcionamento do sistema. “Eles tomam decisões sem nos comunicar. Não teve reunião, pilule nem votação. A categoria está injustiçada”, disse o taxista Fabiano Ribeiro, 28 anos.
Há até ameaça de uma paralisação dos taxistas no início da semana que vem. A presidente do Sindicato dos Taxistas, Maria do Bonfim Santana, no entanto, pediu para a categoria se acalmar enquanto a situação é resolvida. Ontem, ela participou de reunião com o subsecretário de Transportes Individuais, José Geraldo Melo.
Na avaliação do secretário de Transporte, Alberto Fraga, a preocupação excessiva dos taxistas não faz sentido porque será escolhida a empresa administradora que oferecer os menores preços. “O que eles têm que entender é que o governo não pode abrir mão da sua competência de fazer o gerenciamento dessas permissões e dos serviços”, destacou.
Itinerários
Fraga enfatizou que o sistema de táxi pré-pago funciona bem em aeroportos de várias capitais do País. “Estamos procurando um caminho para melhorar os serviços de táxi em Brasília”, afirmou o secretário. As distâncias dos itinerários foram aferidas pela Secretaria de Transporte e pelo Inmetro. Mediu-se o valor e a quilometragem. “Em cima dessa distância, a empresa que for participar da licitação coloca acréscimos, um percentual que corresponde à tarifa pelo serviço que ela vai realizar no aeroporto”, informou José Geraldo.
A empresa vencedora será aquela que oferecer o menor percentual de acréscimo sobre a tarifa oficial. Até o momento, sete empresas se interessaram e recolheram os editais. São cooperativas da cidade, uma empresa de São Paulo e outra de Goiânia. O sistema pré-pago será realizado com taxistas que já trabalham no aeroporto e que quiserem se cadastrar na empresa. Não há um número prévio mínimo ou máximo de taxistas.
“Não vai haver nenhum tipo de prejuízo para o outro taxista”, garante Fraga. “O outro serviço vai continuar normalmente, com sua tarifa normal”. Segundo ele, não há como falar em preço agora porque ainda não existe um vencedor, que definirá em
que base funcionará o novo sistema.