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Brasília

Prédios são evacuados e rua interditada em Planaltina-DF

Edifícios corriam riscos de desabamento e pista apresentava rachaduras visíveis. Moradores aguardam avaliação da Defesa Civil

Redação Jornal de Brasília

29/04/2024 18h28

Pista interditada em Planaltina. Foto: Mayra Dias

Por apresentarem risco de desabamento, quatro prédios foram evacuados na noite deste domingo (28/4), na quadra 18 do Buritis 4, em Planaltina DF. Três deles foram interditados para avaliação. Conforme o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF), no térreo de um dos prédios funciona um supermercado. 

A corporação foi acionada por moradores após eles notarem rachaduras na parede e ouvirem estalos. As edificações evacuadas e interditadas são um prédio com quatro apartamentos e sete pessoas; um prédio com um apartamento com quatro pessoas; um prédio com sete apartamentos e 18 pessoas.

Segundo os bombeiros, as estruturas apresentam diversas rachaduras e emitem estalos e, com os moradores foram evacuados, os prédios interditados serão avaliados pela Defesa Civil.

Além dos prédios, a rua em frente às construções também foi interditada, pois, segundo os profissionais, o asfalto apresenta rachaduras visíveis. 

Até o momento, um dos prédios, no Lote 12, foi liberado. Os apartamentos nos lotes 13, 14 e 15, porém, seguem interditados. O motivo das rachaduras e estalos ainda não foi confirmado.

Identificando o problema 

Conforme explica Érick Luiz de Freitas, Engenheiro Civil, Especialista em Infraestrutura, nenhum prédio se rompe de uma vez. Segundo o especialista, os sinais sempre são dados, e as pessoas precisam se atentar a eles. “A estrutura conversa com a gente. As patologias nas estruturas, como é o caso da situação de Planaltina, são fissuras, trincas e rachaduras. A diferença entre cada uma é o tamanho”, explicou. “Se aparecer fissura, pode ser material de baixa qualidade, mas se essa fissura aumentar, a pessoa precisa entender que há um problema continuado. É importante tratar disso porque a abertura de rachadura permite intempéries que aceleram processos de danos na estrutura. Por isso a  observação é importante”, acrescentou o especialista, confirmando que o gesto dos moradores de alertar as autoridades do que estava acontecendo foi correto. 

Ainda de acordo com o engenheiro, rachaduras são sinais graves, sejam elas nas edificações ou no solo. “Engenheiros identificam o problema somente pelo tipo de rachadura. Os estalos aparecem quando as rachaduras não são solucionadas. Estalos significam um grande problema, então a ação da polícia e da defesa civil de intervir nessas construções foi muito correto e coerente”, pontuou Érick. 

Para a população, a recomendação de Rafael Martins Gomes, engenheiro Civil, professor e perito judicial, é confiar no trabalho dos profissionais e esperar. “O mais certo é contar com profissionais habilitados para acompanhar esse tipo de construção. É melhor que sobreviver com esse tipo de apreensão”, pontua. “É de extrema importância observar o surgimento repentino de fissuras não apenas nas paredes mas também em vidros. Elementos mais frágeis vão acusar o golpe antes da estrutura em si. Eles servem, em muitos casos, como sinalizadores de irregularidades”, recomendou o profissional. 

Nota divulgada pela Defesa Civil 

“A Subsecretaria do Sistema de Defesa Civil (SUDEC), vinculada Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF), informa que as equipes responsáveis esto no local interditado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal desde a noite de ontem (28).

Diante do risco de desabamento e colapso estrutural, a Defesa Civil foi acionada para fazer a avaliação da estrutura, emitiu os termos de interdição de 3 das 4 edificações após análise técnica e na manhã desta segunda (29) está novamente no local para realizar nova vistoria. Somente a partir do laudo ser possível saber sobre a motivação do colapso das estruturas.

A Sudec esclarece que atua executando ações preventivas, de socorro, assistenciais e recuperativas, destinadas a evitar ou minimizar desastres, apoiando as ações dos riscos de emergência, que realizam as primeiras intervenções.”

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