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Brasília

Preço de itens da cesta básica diminui no mês de agosto em Brasília

A redução nos preços foi de 2,52% em relação ao mês de julho, aponta pesquisa

Redação Jornal de Brasília

11/09/2025 6h33

alimentos

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Vitor Ventura
redaocao@grupojbr.com

No mês de agosto, foi registrada uma queda no preço da cesta básica em Brasília. De acordo com a Pesquisa Nacional de Preços da Cesta Básica de Alimentos, feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), houve uma redução de 2,52% em relação a julho. O preço da cesta básica na capital em agosto foi de R$ 739,10, enquanto em julho, o valor foi de R$ 758,19.

De acordo com a pesquisa, 11 dos 13 itens analisados apresentaram diminuição no preço médio entre julho e agosto de 2025. Dois deles registraram aumento. Entre os produtos que ficaram mais baratos estão: batata (-11,84%), tomate (-26,83%), feijão carioca (-2,73%), arroz agulhinha (-1,36%), manteiga (-2,18%), café em pó (-5,50%), carne bovina de primeira (-0,35%), farinha de trigo (-3,10%), pão francês (-0,54%), leite integral (-1,41%) e açúcar cristal (-2,36%). Por outro lado, a banana (21,71%) e o óleo de soja (1,19%) subiram de preço na comparação entre os dois meses.

O Jornal de Brasília ouviu o que consumidores avaliaram na hora das compras nesses meses. A impressão de Carla Metódio, moradora do Gama, é de que os preços de alguns itens de fato diminuíram. “No momento parece que caiu bastante porque ultimamente estava muito elevado”, destacou. Ainda que a carne tenha registrado uma queda no preço no mês passado, para Carla o valor desse item ainda continua alto.

Além disso, ela avaliou que houve uma melhora na hora de fazer as compras: “O preço do arroz caiu, do açúcar e da batata também. No geral a maioria caiu”, ponderou. Todos esses itens citados pela moradora registraram queda no preço em agosto, segundo a pesquisa. O aumento no preço da banana e do óleo de soja, também apontado no levantamento, foi notado por Carla. “O valor de 1kg de banana está quase R$ 9. O óleo às vezes a gente leva só um também pelo preço”, relatou.

Outra moradora do Gama, Ladjane da Silva Andrade, também ressaltou a queda no preço do arroz. Para ela esse é um produto essencial em casa. “O arroz diminuiu, está em um preço muito bom. O feijão também”, contou Ladjane. Ela relatou também que no mês passado o café estava relativamente barato, mas que em setembro o preço aparenta ter subido. “Já o óleo, o preço com certeza não diminuiu”, avaliou Ladjane.

“Em julho estava muito alto o preço das coisas aqui, no geral. Nesse mês passado, diminuiu um pouco. O arroz, que é algo muito importante, principalmente para quem consome só a cesta básica, está com um preço bom”, contou Ladjane. Ela disse que mesmo que alguns itens tenham ficado mais baratos, o impacto no orçamento no final do mês ainda não é tão expressivo. “Eu acho que não tem tanto impacto porque foram poucos itens que eu percebi que caíram no preço” finalizou.

Dados anuais e mensais

Se neste ano o brasiliense pôde notar uma diminuição no preço da maioria dos itens da cesta básica no mês de agosto, ao analisar o mesmo período do ano passado, a pesquisa indica que os preços subiram para alguns produtos. O valor acumulou elevação de 9,80%.

No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas elevações nos preços de seis dos 13 produtos: tomate (77,98%), café em pó (43,86%), carne bovina de primeira (27,79%), óleo de soja (21,01%), pão francês (6,11%) e manteiga (2,04%). Houve redução nos preços médios da batata (-42,86%), arroz agulhinha (-28,19%), feijão carioca (-16,21%), açúcar cristal (-8,82%), banana (-6,16%), farinha de trigo (-5,18%) e leite integral (-3,81%).

No acumulado do ano, entre dezembro de 2024 e agosto de 2025, três produtos

registraram alta: tomate (35,56%), café em pó (29,90%) e pão francês (3,80%). Os alimentos com queda nos valores médios foram: batata (-33,54%), arroz agulhinha (-27,98%), açúcar cristal (-11,64%), feijão carioca (-9,64%), farinha de trigo (-6,72%), óleo de soja (-6,47%), leite integral (-3,52%), manteiga (-3,36%), banana (-3,04%) e carne bovina de primeira (-0,86%).

De acordo com a pesquisa, em agosto de 2025, o trabalhador de Brasília remunerado pelo salário mínimo (R$ 1.518) precisou trabalhar 107 horas e 7 minutos para conseguir a cesta básica. No mês de julho, o tempo de trabalho necessário de quem recebia o salário mínimo para obter a cesta foi de 109 horas e 53 minutos. Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em agosto de 2025, 52,64% da renda para adquirir a cesta. Em julho, esse percentual correspondeu a 54% da renda líquida.

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