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Brasília

Precauções construtivas

Arquivo Geral

18/07/2016 10h46

Foto: Mateus Alencar

A proposta do novo Código de Obras está pronta. Segundo o secretário de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade (foto), o texto só não seguiu ainda para a Câmara Legislativa porque o governo quer terminar o decreto para regulamentação. “Esta é uma preocupação do próprio setor produtivo. Estamos ouvindo os empresários e a sociedade desde o começo deste projeto. E uma das principais preocupações deles é justamente que o decreto esteja pronto junto com a lei”, explicou. Mesmo com eventuais alterações da proposta no debate com o deputados distritais, o fato do GDF já ter o decreto em mãos será uma garantia que as mudanças serão de fato implementadas tão logo recebam a aprovação do plenário.

Rosso: plano é permanecer no Legislativo

Rogério Rosso, deputado federal pelo PSD-DF e candidato derrotado à presidência da Câmara dos Deputados, reitera que não pretende concorrer ao Governo do DF em 2018. O negócio dele é legislativo, garante. “Só posso ser alguma coisa, se tiver um bom desempenho. E o Poder Executivo não está nos meus planos”, explica. Pode ser o Senado. “Ou a Câmara dos Deputados”, ele diz, para emendar que um mandato é pouco tempo.

“Agente de união”

Rosso afirma que, no plano federal, pretender ser “agente de união” da base do presidente Michel Temer. Pelo menos foi o que garantiu ao peemedebista, por telefone, um dia depois de ter sido derrotado por Rodrigo Maia (DEM-RJ), na disputa pelo comando da Câmara dos Deputados.

Impeachment atrapalhou

A derrota ele atribui ao fato de ter sido presidente da comissão que analisou o impeachment da presidente Dilma Rousseff na Casa. “PT e PCdoB, por exemplo, não votaram em mim”, lembra. O fato de os partidos do “centrão” terem lançado diversos candidatos também dificultou a disputa, na opinião do ex-governador do DF. Agora, ele pretende trabalhar para garantir a governabilidade de Temer, esquecendo a divisão do “centrão” para unificar o discurso da base. “Se o governo Temer não der certo, o Brasil não terá condições de superar a crise”, frisa.

É guerra

Diante dos holofotes, os deputados defendem uma apuração técnica da denúncia de propina nos contratos entre a secretaria de Fazenda e Saúde. Mas na realidade a postura dos parlamentares é outra. O escândalo mobilizou a oposição e a situação na Câmara Legislativa. Enquanto opositores planejam usar o episódio para enfraquecer a gestão Rollemberg, a base governista reúne argumentos com a intenção de blindar o Palácio do Buriti. É guerra.

Azedou de vez

Se as relações entre o governador Rodrigo Rollemberg e vice-governador Renato Santana não estavam boas, com este novo escândalo azedaram de vez. O núcleo duro do Buriti não digeriu o fato de que Santana soltou uma nota de esclarecimento sem antes falar diretamente com o governador. Esperavam no mínimo uma ligação quando a bomba explodiu. Depois do estrondo político, ouviram apenas o silêncio. De fato, grande parte do peso deste escândalo vem justamente de que as informações partiram do próprio vice-governador.

Provas e omissões

O deputado distrital Reginaldo Veras (PDT) torceu o nariz quando soube o caso. “Gosto de trabalhar com fatos concretos. Até onde sei o governador Rollemberg é um cara correto. Se tem uma coisa que ele não comunga é com omissão e corrupção. Para mim, quem fala é que tem que provar. Isso vale, pricipalmente, na política em que todo mundo está sob suspeição. Se foi o vice-governador que soube inicialmente dessa história era ele quem deveria ter tomado uma atitude. Ou Santana é cúmplice por omissão ou leviano de abordar uma notícia sem ter provas. Ele que devia ter colocado a boca no trombone”, disparou o parlamentar. Opositor declarado da contratação de Organizações Sociais na Saúde Pública, Veras considera estranho que o caso tenha sido detonada justamente quando o debate está sendo travado entre GDF, Câmara e servidores. “Eu sou contra. Mas temos que trabalhar com a franqueza”, concluiu.

Ironais

O senador Cristovam Buarque (PPS) sempre criticou o fato de não ser ouvido pelos secretários do governo Rollembeerg. Por ironia do destino, um dos poucos, talvez o único que ligou para a parlamentar para conversar foi o secretário de Saúde, Humberto Lucena. “Ele faou comigo sobre o que queria fazer na secretaria. Fiquei muito feliz quando ouvi que ele realmente quer trazer de volta o Saúde da Família”, revelou o parlamentar.

Cristovam defende o modelo com OSs

Segundo o senador, o GDF está correto em buscar as OSs para implantar a Atenção Primária em Ceilândia. “Não tem outro jeito. Com os problemas do governo e a dificuldade da legislação, não tem como resgatar o Saúde da Família com concurso público. E não digo que o caminho sejam as OSs em si. Digo que o caminho são com parcerias público-privadas”, declarou.

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