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Brasília

Pouco volume d’água pode prejudicar navegação no Lago Paranoá

Arquivo Geral

11/09/2012 8h32

Dione Maycon
dione.maycon@jornaldebrasilia.com.br

As águas escuras do Lago Paranoá escondem várias surpresas, que podem ser bastante perigosas quando o volume d’água é reduzido para limpeza, como ocorre agora.  Além dos peixes e da cidade submersa – que foi habitada por pessoas que trabalharam na construção de Brasília e inundada para dar lugar ao Lago – há um ponto na altura da QL 19 que oferece risco às embarcações . Neste fim de semana uma lancha colidiu com blocos de concreto e, por pouco, não houve uma tragédia.

No local,  não há sinalização que indique qualquer problema na área. Os blocos de concreto estão lá há bastante tempo, mas, em geral, ficam a uma profundidade que não compromete a navegação. Com a redução pela seca e para a limpeza do espelho d’água eles ficaram mais na superfície. O problema é que, mesmo assim,  são visíveis apenas quando se está bem próximo, por isso, há grandes chances de acidentes, dependendo da velocidade da embarcação. O presidente da Associação Brasiliense de Esportes Aquáticos e Moto Aquática, João Carlos Bertolucci, conta que improvisou algumas boias, amarrando-as ao bloco, e que isso pode ajudar a amenizar o problema.

“O risco é um só: naufrágio. Acredito que seja uma coluna de uma ponte que pretendiam construir”, diz ele. O problema é que, segundo ele, este não é o único local a oferecer perigo aos navegantes. “Deveria haver uma preocupação com esses pontos, porque está um perigo, principalmente nos piers instalados nas beiras das mansões”, alerta Bertolucci.

No acidente deste final de semana, o motor da lancha – denominado rabeta – colidiu com os blocos, o que gerou um prejuízo  de aproximadamente R$ 10 mil ao proprietário, o empresário Paulo Henrique Amorim Veríssimo, 23 anos.

SOCORRO
Após o incidente, Paulo Henrique conta que o socorro por parte do Corpo de Bombeiros foi rápido. “Todos estavam com coletes salva-vidas, porém, na hora do desespero, tudo pode acontecer. Assim que colidimos liguei para os bombeiros e, em questão de minutos, eles chegaram. Considero um risco enorme e até cobro que uma sinalização seja feita para evitar outros acidentes”, reivindica.

O Corpo de Bombeiros informou que faz rondas preventivas, durante todo o dia, em todos os trechos do Lago Paranoá, principalmente os  mais frequentados. Quanto a pontos de risco, a corporação sinaliza as áreas quando algo é identificado.

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