O projeto de implantação dos postos de Polícia Comunitária não emplacou como o Governo do Distrito Federal esperava. A previsão de encerrar 2009 com 180 unidades entregues à população não foi atingida. Hoje são 107 postos em funcionamento e projeção de entrega de mais 43 esse ano. Mas o problema maior nem é esse. Nos locais onde já funcionam os postos, sobram reclamações de moradores e comerciantes.
Eles se queixam que apenas um PM fica nos postos comunitários e dizem que ao ser acionado, este alega que não pode sair do local para não deixar o posto sozinho. Além disso, eles alegam que faltam viaturas e telefones para contato em algumas unidades. A equipe de reportagem do Jornal de Brasília percorreu alguns postos de Ceilândia, Taguatinga e Samambaia e constatou a situação comum em boa parte deles.
Diante da situação os bandidos parecem não se intimidar. Na QSF 1 em Taguatinga Sul, por exemplo, pelo menos três estabelecimentos comerciais foram alvo dos marginais mesmo após a instalação do posto. O comerciante Agenor Mota, 58 anos, foi surpreendido às 7h30 por dois assaltantes em seu estabelecimento que fica a cerca de 100 metros da unidade policial. “Eles chegaram sem a menor cerimônia, armados e me levaram R$ 400 e passaram em frente ao posto como se nada tivesse ocorrido”, explica.
O caso ocorreu em outubro do ano passado, mesma época que, segundo Agenor, uma casa vizinha e uma farmácia ao lado também foram assaltadas. No local a insegurança é comum entre os moradores. Entretanto, não muito diferente daqueles que vivem na expansão do Setor O. “Por sorte ainda não precisei acionar nenhum desses postos porque pouco resolvem”, desabafa Sidney Pereira morador do bairro.
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