Menos de dois meses do posto policial da QE 38 do Guará II ser incendiado, ed um novo atentado é registrado no Distrito Federal. Por volta das 1h de ontem, sick dois suspeitos atiraram contra o posto comunitário da quadra 33 do Setor Oeste do Gama. No momento haviam dois policiais militares em serviço, mas nenhum deles foi atingido.
Dois suspeitos foram levados à 20ª Delegacia de Polícia (Gama). Danilo Freitas Ferreira, de 18 anos e um adolescente de 13 anos foram encontrados em frente a casa 25 da quadra H, próximos ao posto policial. Segundo o delegado-chefe Francisco Duarte, o maior de idade negou autoria do crime. Com os suspeitos a polícia encontrou dois revólveres calibre 38 com todas as munições deflagradas. Danilo irá responder por porte ilegal de arma de fogo cuja pena é de três a seis anos de reclusão e por atirar em via pública, cuja punição é de dois a quatro anos de prisão. Ele foi levado para a carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE), onde aguardará julgamento.
O adolescente de 13 anos foi encaminhado a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) para prestar esclarecimentos. Ele deverá ficar à disposição da Vara da Infância e da Juventude (VIJ) e poderá ser encaminhado ao Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje) para o cumprimento de medida socioeducativa.
Guará II
Na QE 38 do Guará II, uma situação parecida tirou o sono de policiais militares na madrugada do dia 20 de fevereiro. O posto comunitário orçado em R$ 104 mil foi incendiado e tinha sido concluído no dia anterior. Ele seria inaugurado na primeira semana de março e por esse motivo, ainda não haviam PMs fazendo a segurança no local. O fogo destruiu o posto por completo e deixou os moradores da quadra assustados.
Testemunhas contaram que dois homens chegaram em uma moto e, com os capacetes, começaram a quebrar os vidros do posto comunitário. Em seguida, a instalação começou a pegar fogo. Os bombeiros chegaram ao local cerca de 30 minutos depois, quando as labaredas já haviam consumido quase tudo. A perícia foi feita no local, mas o resultado das causas do incêndio ainda não foram concluídas. Ao ser informado do incidente, o secretário de segurança pública, Valmir Lemos, foi até o local e determinou a prisão do responsável.
Cerca de 40 policiais entre civis e militares trabalharam e, no mesmo dia, a polícia conseguiram prender Valdir Gonçalves Manso, de 37 anos acusado ter ateado fogo. Ele já tinha passagens por ameaça, porte de arma branca, desobediência, lesão corporal e por violentar a própria mulher.
A princípio a polícia chegou a acreditar que o crime seria uma forma de represália em razão das constantes prisões de traficantes no local. A QE 38 do Guará é conhecida devido a presença de usuários de drogas e frequentes assaltos. A hipótese de represália, no entanto, foi descartada. Os investigadores não identificaram nenhuma ligação de Valdir Gonçalves Manso com o tráfico na região. Ele foi indiciado pelo crime de dano ao patrimônio público. Se condenado, poderá pegar de 1 a 8 anos de prisão.