Um dia após a reportagem do Jornal de Brasília sobre o posto comunitário de segurança na Praça do Relógio, no centro de Taguatinga, que supostamente fere o tombamento na área, a Secretaria de Cultura do Distrito Federal esclareceu a questão.
Em nota enviada ao jornal, a pasta confirmou que o posto policial estava dentro da área de tutela do relógio da praça, que foi tombado pela secretaria em 1989, mas decidiu deixar como está. No entendimento do órgão do GDF, o posto “não concorre visualmente” com o bem protegido e, portanto, será mantido.
A explicação foi enviada pela Secretaria de Cultura ao Jornal de Brasília às 19h21 de ontem e, até o fechamento desta matéria, a administração de Taguatinga não havia sido encontrada para se pronunciar sobre o assunto.
O posto construído na praça atende a mais de 12 ocorrências diárias. O gestor do posto, sargento Jander, garante que depois de sua instalação, o número de assaltos foi reduzido.
Alguns moradores, no entanto, discordam de sua eficiência. A consultora de vendas Delma de Melo, 34 anos, diz que a presença da polícia no local ainda não surtiu efeito. “Tráfico e prostituição ainda acontecem na caras deles”, afirma. Para o instrutor de autoescola Clébio Souza, 33 anos, a situação melhorou, mas ainda não está boa.
A estratégia
Segundo o administrador regional da cidade, Carlos Jales, o posto na Praça do Relógio tem papel fundamental no combate ao crime na área. Ele classificou como “retrógrado” quem se opõe à edificação e afirmou que a construção teve apoio da comunidade taguatinguense.