O delegado-chefe da Divisão de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, Wesley Almeida, ressaltou durante coletiva na manhã desta segunda-feira (12/4), que o caso sobre o desaparecimento e morte dos seis rapazes de Luziânia tomou novos contornos, após o depoimento de uma possível futura vítima de Adimar de Jesus, principal suspeito pelos homicídios.
Através de um reconhecimento de foto, o menino pôde dar rumos mais concretos para o caso, até então escasso de informações sobre o paradeiros dos seis rapazes desaparecidos.
O rapaz disse à polícia que caminhava para casa, perto do Parque Estrela Dalva 5, quando um homem se aproximou fazendo perguntas sobre quanto custava sua hora de trabalho.
Confuso, o garoto não soube responder e o desconhecido engatou o diálogo com um questionamento mais preciso “Você cobra quanto para descarregar umas telhas de um caminhão?”. O menino devolveu a pergunta de quanto o homem pagaria por aquele trabalho e facilmente foi envolvido pela conversa que o fez acompanhar o desconhecido (possivelmente Adimar) até o Parque Estrela Dalva 4, quando deparou-se com um carro de cor escura e suspeitou da conversa entre o motorista e o homem.
O jovem contou que fugiu e se escondeu na casa do ex-marido de sua mãe. O acontecimento data-se, segundo o relato do rapaz, do dia 11 de janeiro deste ano, dois dias antes de Divino Lopes da Silva de 16 anos desaparecer.
As informações coincidem com o modelo de abordagem do acusado que atraía as vítimas oferecendo dinheiro.