Johnny Braga
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Um homem de 41 anos foi preso na Vila Planalto por vender produtos falsificados como se fossem originais. Ele que é de origem portuguesa e de acordo com informações da investigação praticava o crime principalmente na Asa Sul e nas imediações de hipermercados. A polícia descobriu a fraude através de uma denúncia. Ele vendia ternos, camisas, calças, faqueiros, tapetes malas e bolsas, todos de marcas famosas, falsificadas na China e que eram vendidas no Brás, em São Paulo. Ele foi detido no final da tarde de ontem, porém por falta de testemunhas físicas na delegacia, foi liberado em seguida, após assinar um termo se comprometendo a comparecer a justiça.
O golpe era simples, o homem, cuja identidade não foi revelada, chegou ao Brasil dizendo que veio ao país participar de uma exposição para apresentar produtos europeus de primeira linha e que depois venderia por um preço baixo, alegando não poder levar os objetos de volta ao país de origem. Tendo esse álibe, ele conseguia facilmente passar pela fiscalização e comercializar os produtos de maneira irregular.
Em primeiro momento, o homem vai responder apenas pelo crime de violação autoral. Se houver apresentação de testemunhas lesadas ele pode ser preso e responder também por estelionato.
QUADRILHA
A polícia acredita que há mais pessoas ligadas ao crime praticado pelo português, pois há uma suspeita de que haja pelo menos um italiano e um espanhol ligados ao suspeito. O delegado-chefe da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), Luíz Henrique Sampaio, contou que o português foi preso com produtos piratas no interior de um carro de luxo, após denuncia de uma vítima que teve objetos furtados em casa. “Encontramos o suspeito no carro denunciado, pelo reconhecimento da placa, porém a vítima não reconheceu o suspeito, o que reforçou a hipótese da polícia de que há mesmo mais pessoas ligadas ao crime”, afirma.
Após deter o suspeito, os policiais foram até o hotel onde ele estava hospedado e encontraram mais objetos pirateados. Ao todo, 49 produtos foram apreendidos. Na delegacia, ele afirmou que comprava os produtos em lojas da 25 de Março, em São Paulo, e que informava aos compradores que os produtos eram falsos, mas, pelo valor que era comercializado, a afirmação não foi considerada verídica. A polícia tem pistas sobre mais envolvidos no crime e pede que pessoas que tenham comprado os produtos se apresentem para fazer a queixa formal.