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Brasília

Porcos usados em trote da UnB serão abatidos

Arquivo Geral

06/05/2009 0h00


Depois de causarem tumulto no trote dos calouros de Agronomia, pills os dois porcos apreendidos na UnB na última terça-feira, view  5 de maio, for sale  parecem estar condenados ao abate. O problema é que a Secretaria de Agricultura do DF lavrou auto de infração pelo fato de os animais não terem a documentação necessária para serem transportados. Por isso, eles só podem ser liberados mediante pagamento de uma multa de R$ 212, mais R$ 30 por dia que ficarem guardados no Hospital de Animais de Grande Porte, próximo à Granja do Torto.


Esse valor é bem maior que o preço de mercado dos porcos. Como o quilo do animal vivo custa menos de R$ 3, o preço de cada porco seria de, no máximo, R$ 80. Caso não sejam reclamados em dez dias, serão abatidos, levados a um frigorífico para corte e doados para uma instituição de caridade.


Lucílio Antônio Ribeiro, diretor de Defesa e Vigilância Sanitária da Secretaria, afirma que só o dono pode retirar os porcos. O verdadeiro proprietário é um aluno da Agronomia, que não quer se identificar. Ele pediu que um amigo advogado fosse à Secretaria e se apresentasse como responsável. Mas, depois de saber da multa, o advogado desistiu de retirar os bichos.


A doutoranda de Agronomia Lívia Junqueira ofereceu-se para levar os porcos à sua fazenda, mas também acha a multa muito pesada. “No meu coração, eles valem até mais, mas desse jeito fica inviável”, diz. “O pior é que os bichos não têm culpa nenhuma pelo que aconteceu. Agora isso serve como lição para que não usem mais animais nos próximos trotes”.


DESTINO – Quando os animais foram presos no Centro Acadêmico de Agronomia, os seguranças da UnB perguntaram quem era o dono dos animais. Como ninguém apareceu, criou-se um debate sobre para onde eles seriam levados. Lívia se ofereceu para levá-los com ela. Já os professores da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária presentes no local defendiam que eles fossem encaminhados às autoridades sanitárias para verificação.


“Acionar a Secretaria de Agricultura foi a decisão mais correta, por uma questão de saúde pública. Eles não podem ficar soltos, uma vez que não se sabe a sua procedência, nem se estavam com as vacinas em dia”, diz a professora Márcia de Aguiar Ferreira. A professora sugeriu que os alunos da Agronomia se cotizassem para pagar a multa e reaver os porcos.


“Se eles tivessem um pouco de consciência, eu acho que eles poderiam bancar esse valor como uma forma de corrigir em parte o tratamento dispensado aos animais”, afirma. O diretor de Vigilância Sanitária da Secretaria de Agricultura diz que, se for por uma causa humanitária, o órgão pode até descontar o pagamento das diárias dos porcos no Hospital de Animais, mas a multa de R$ 212 é inegociável.

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