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Brasília

Por vontade própria ou para agradar aos clientes, o envolvimento das garotas com as drogas é comum

Arquivo Geral

21/04/2012 7h08

Francisco Dutra
francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

Das janelas e portas de casas e comércios, a população se vê ameaçada pelos estreitos laços entre a prostituição e as drogas. Assim como os moradores da 713 Norte, que expõem a indignação por meio de faixas de protesto na Avenida W3, moradores e empresários do Centro de Taguatinga veem com maus olhos a venda de corpos e entorpecentes correndo solta. Programas sexuais e pedras de crack são comercializados sem pudor, a qualquer hora do dia.

A psicóloga Maria Garrido, gerente do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) da Rodoviária, considera que grande parte das mulheres que vendem o corpo no Distrito Federal possui alguma relação com os mais variados entorpecentes. Segundo a especialista, principalmente entre as prostitutas de rua, é comum o uso de combinações. Dificilmente, por exemplo, o crack é consumido puro. Elas consomem álcool com crack, com merla ou maconha.

“Há aquelas que, sem opção, se prostituem para manter o vício”, pontua. Segundo Maria Garrido, a situação  não é muito diferente entre as garotas de “luxo”, que cobram altos valores aos clientes. A diferença é que, neste grupo de mulheres, o consumo tende a ser mais moderado. Este tipo de prostituta costuma usar drogas como a cocaína. “Existem aquelas que usam porque o cliente pede para que elas cheirem com ele”, emenda.

 

Para a gerente do Caps AD, independentemente das queixas da população, não há nada de errado com a prostituição em si. Segundo a especialista, o problema é quando a profissão, conhecida como a mais antiga do mundo, de uma forma ou de outra, leva as mulheres para a vida de vícios. “Na medida que envolve drogas, sempre é problema”, destaca Maria Garrido.

A Secretaria de Saúde mantém  sete Caps AD e uma equipe nas ruas para lidar com o problema do vício não apenas entre garotas de programa, mas também com moradores de rua ou qualquer outro usuário.

Da mesma forma como os demais grupos de risco, Maria Garrido explica que os agentes públicos buscam se aproximar e orientar as garotas de programa. À medida em que a confiança é conquistada e os vínculos são estabelecidos, a equipe faz a oferta de serviços de tratamento para que elas larguem o vício.          

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