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Brasília

Por unanimidade, professores aprovaram indicativo de greve contra o corte na parcela da URP

Arquivo Geral

04/03/2010 20h22

Professores da Universidade de Brasília decidem se entram em greve no dia 9 de março. O indicativo de paralisação foi aprovado em assembléia realizada nesta quarta-feira, por unanimidade. Cerca de 70 docentes estiveram presentes na assembléia da Associação dos Docentes da UnB (ADUnB).

 

A partir do dia 8, data em que começa o semestre letivo, serão realizadas aulas sobre a greve para mobilizar os estudantes e explicar qual o impacto do corte da URP nos salários. A ADUnB vai solicitar ao Conselho Universitário (Consuni) que suspenda o calendário escolar e redija uma nota de apoio ao movimento.

 

Ficou decidido na assembléia que a associação vai publicar um artigo em grandes jornais do país, em resposta às declarações do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que afirmou que a URP era uma “liberdade descabida”.

 

O professor da Faculdade de Comunicação Pedro Russi acredita que o ministro do Planejamento não poderia ter se manifestado da forma que fez. “Depois das últimas declarações, ficou claro que o corte da URP se trata de uma postura de governo, que não valoriza a categoria dos professores. Do que adianta o Reuni se condições básicas não são garantidas?”, questiona.

 

ESCLARECIMENTOS – Durante a assembléia, a assessoria jurídica da ADUnB explicou qual é a estratégia da associação nos tribunais. Segundo o advogado Cláudio Santos, o melhor nesse momento é esperar que haja fatos concretos, como a recusa do Ministério em homologar a folha de pagamento, para interpelar a Justiça novamente. “O caso da UnB é diferente das demais universidades porque ela não está questionando o direito adquirido à URP, e sim sua autonomia para decidir sobre o pagamento”, afirma Cláudio.

 

Em sua intervenção, o professor do Instituto de Biologia Antônio Seben lembrou que em 1997, quando o reitor era o professor João Cláudio Todorov, a Fundação Universidade de Brasília (FUB) entrou no Tribunal Regional do Trabalho com pedido de rescisão do pagamento da URP.

 

Seben apresentou o documento em que a FUB argumenta que não há direito adquirido a reajustes salariais e solicita a rescisão de pagamento da URP. Na época, a Adunb contestou a ação e o tribunal decidiu pela manutenção do benefício.

 

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