Ana Paula Andreolla
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Os mais de 200 mil passageiros que utilizam frotas de ônibus pertencentes ao Grupo Amaral correm o risco de ter que procurar outra alternativa para se deslocar na próxima semana. O problema é que a empresa pode ficar sem condições de comprar óleo diesel e até mesmo de pagar em dia o quadro de funcionários caso o DFTrans não autorize o repasse da verba que a empresa ganha com a venda de vale-transporte.
O grupo, que comporta as linhas das empresas Veneza, Viva Brasília e Rápido Brasília, liga o Plano Piloto à Saída Norte do Distrito Federal, dispondo de 450 ônibus para fazer esse percurso. De acordo com o presidente do grupo, Valmir Amaral, o bloqueio da verba é feito sem um respaldo legal. “Eles não avisam com antecedência. Simplesmente bloqueiam a transferência, pagando apenas algumas empresas e desfavorecendo outras”, informou.
De acordo com Amaral, o grupo estaria há quatro dias sem receber o repasse dos vales-transporte, que correspondem a 55% de toda a receita bruta da empresa. Ontem, o DFTrans também teria suspendido o repasse de todas as outras empresas de ônibus.
O presidente explica que esse repasse é feito diariamente pelo Banco de Brasília (BRB) e, somados os de todas as empresas, chegam a render até R$ 100 mil por dia. “É com esse dinheiro, que está preso no BRB, que nós compramos óleo diesel para abastecer os ônibus diariamente em circulação. Nós precisamos pagar os fornecedores com antecedência. Uma empresa não consegue sobreviver com um déficit de 55% todos os dias”, preocupa-se Amaral.
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