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Brasília

População e autoridades em estado de alerta por conta da Dengue

Arquivo Geral

27/02/2013 11h48

Daniel Cardozo

daniel.cardozo@jornaldebrasilia.com.br

 

Os registros de dengue contabilizados neste ano colocam a população do Distrito Federal e as autoridades em estado de alerta. Segundo balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, nas primeiras sete semanas de 2013, foram registrados no DF 820 casos da doença: um aumento de 231% em relação ao ano passado. 

 

Os números são reflexo do que se vê em várias partes da capital federal: água empoçada em pneus e todo tipo de entulho. São flagrantes do descuido que poderia evitar a ploriferação do mosquito Aedes Aegypti, o transmissor da doença. Devido às chuvas e ao calor, o início do ano é a época em que os casos de dengue disparam.

 

Os registros apontam 31 casos para cada cem mil habitantes do DF. No ano passado, foram 9,4. No Brasil todo, a doença atingiu 204.650 pessoas, um acréscimo de 190% em relação a 2012.

 

Focos

Ontem, no Setor de Oficinas de Taguatinga, equipes da Vigilância Epidemiológica encontraram focos de dengue em meio aos carros abandonados e ao lixo. No entanto, nem sempre as larvas estão nas ruas. Para prevenir que o mosquito se plorifere dentro das casas, o GDF deve publicar decreto nos próximos dias para permitir a entrada das equipes em áreas particulares sem que autorização dos donos seja necessária.

 

Apesar de o balanço colocar  o DF em estado de atenção, a Secretaria de Saúde  afirma que os números estão dentro do esperado, devido à epidemia   em todo o País. “Dentro do cenário nacional, estamos bem. Inclusive fomos chamados ao Ministério da Saúde para relatar como conseguimos controlar o número de casos, mesmo estando cercados por Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins, que estão com números altos. E tivemos mais de 300 registros da doença contraída em estados vizinhos”, argumenta a subsecretária de Vigilância à Saúde, Marília Cunha.

 

Capacitação

A pasta pretende trabalhar para que os números continuem sob controle. “Estamos em alerta para não deixar aumentar. Estamos fazendo um trabalho na Região Metropolitana de capacitação, para evitar que os casos de lá venham parar aqui”, lembra. Em janeiro, Ceilândia foi a líder em ocorrências, com 95 (veja o infográfico).

 

*Veja mais na edição digital do Jornal de Brasília no link:  http://www.clicabrasilia.com.br/edicaodigital/

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