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Brasília

População do Altiplano Leste denuncia descontrole em via

Arquivo Geral

22/11/2016 7h00

Foto: Myke Sena

Ícaro Andrade
icaro.andrade@jornaldebrasilia.com.br

Os moradores e comerciantes do Altiplano Leste, região de condomínios perto do Jardim Botânico, estão cansados dos recorrentes acidentes na principal via de acesso, a Estrada São Bartolomeu. Por ali, segundo eles, os carros trafegam em alta velocidade, pois não há placas indicando a velocidade máxima permitida. Sobram abuso e desrespeito nas ultrapassagens e faltam lombadas, radares e acostamentos. Segundo a população, por mês chega a três número de colisões.

O comerciante Leandro Taveira, 41 anos, foi vítima de uma batida nos últimos dias, por conta de uma ultrapassagem. Ele, que é morador da região e tem um comércio em frente à pista, diz que os sustos com freadas bruscas são diários.

“Os carros trafegam a quase 120km/h, pois é uma via completamente reta e sem sinalização, o que aumenta ainda mais a possibilidade de seguirem em alta velocidade. Procuramos o DER (Departamento de Estradas de Rodagem) e a administração regional, mas até hoje não resolveram nada. Isso não é um problema de meses, mas de anos”, afirma.

O empresário Marcelo Costa, 46, denuncia que a via é praticamente abandonada. “A Administração do Paranoá diz que é responsabilidade do DER, que, por sua vez, fala que é do Detran. Não temos solução assim”, reclamou. Marcelo ponderou que, com a chegada das chuvas, a situação piora, pois não há boca de lobo e a água fica na pista.

Em nota, o DER, informou que a velocidade da via DF-001 é de 60km/h. No entroncamento desta rodovia com acesso ao Altiplano Leste, o órgão executará uma rotatória, o que deve disciplinar o trânsito no local. Além disso, segundo o departamento, próximo a este ponto existem dois equipamentos de controle eletrônico de velocidade (pardais). Ainda assim, comunicou também que a Estrada São Bartolomeu não faz parte da jurisdição do órgão. Em contato com o Detran-DF, tivemos a informação de que a via não é competência do órgão, sendo de responsabilidade do DER.

A reportagem do Jornal de Brasília procurou a administração Regional do Paranoá, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

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