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Brasília

Ponto turístico da cidade, Ponte JK tem má conservação e põe em risco a segurança

Arquivo Geral

06/06/2015 6h00

Um dos pontos turísticos mais conhecidos e visitados de Brasília, a Ponte JK, ou terceira ponte, deixa a desejar quando o assunto é conservação. Turistas e moradores da região reclamam do lixo – jogado por quem passa a pé e pelas janelas dos carros –, do alambrado quebrado, com espaços por onde uma criança cairia facilmente, e de partes do arame espalhadas pelo chão, que podem causar acidentes. Cadeados com iniciais de casais apaixonados também são colocados nas telas, o que pode contribuir para a fragilidade do material. Além disso, há poste de iluminação retorcido e mato alto ao redor das passagens laterais da ponte.

A advogada Renata Borges, 39, caminha pelo local todos os dias. Ela diz que o ápice da sujeira costuma ser às segundas-feiras. “As   pessoas bebem no fim de semana e deixam latas e garrafas, sem contar outros tipos de lixo, como  plástico, papel. A iluminação também é ineficiente”, reclama. 

Ricardo Queiroz, empresário, de 56 anos,   pedala na ponte diariamente. Ele acredita que a situação piora porque as autoridades “esperam ficar muito ruim para tomar alguma atitude”. “Tem muito lixo e esses fios do alambrado quebrados são pavorosos. Um perigo para quem precisa atravessar”, alerta. 

Turistas avaliam

A paulista Juliana Amaral, bióloga, de 37 anos, aproveitou o feriado prolongado para visitar primos   em Brasília. “Achei a ponte  linda. Mas, ao andar pelo local, vi lixo. Por ser um ponto turístico,  poderia estar mais bem cuidada”, comenta. 

Ariclenes Diógenes, arquiteto carioca, de 42 anos, trouxe as filhas  para conhecer a capital. “Já participei de projetos e tenho amigos aqui. Desta vez, achei a ponte mais abandonada do que da última, em 2010. Apesar de terem reforçado a pintura para a Copa, os alambrados estão quebrados e tem muito lixo. Os brasilienses, assim como os cariocas, têm que aprender a cuidar mais de seus patrimônios”, observa. 

Falta de manutenção é conhecida

Até em aplicativos para avaliação de roteiros turísticos, como o TripAdvisor, a Ponte JK é citada com ressalvas em relação à má conservação. “É linda, mas falta manutenção”, comenta uma turista. “Muito bonita, mas está fadada ao mesmo fim da orla, abandonada e sucateada”, observa um visitante. 

Em nota, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) informou que a Ponte JK é  constantemente monitorada por técnicos que, ao sinal de qualquer dano, encaminham demanda à companhia para manutenção. “A limpeza é realizada mediante solicitação do Governo de Brasília. Equipes de vários órgãos como bombeiros, Defesa Civil, Novacap e Detran são envolvidas. Os técnicos da Novacap fazem cursos de rapel para a realização do serviço de limpeza da estrutura com jatos de água”, diz. 

A Novacap afirma ainda que há um processo de licitação para recuperação e manutenção total da Ponte JK, em fase de orçamento.

Memória

Em janeiro de 2011, a ponte foi interditada em função de um desnível na junta de dilatação. Por medida de segurança, a velocidade permitida foi de 40km/h até que o problema fosse solucionado. Na época, a falta de manutenção foi apontada por engenheiros como o principal motivo da falha,   corrigida pela Novacap.

Saiba mais

Inaugurada em 2002, a Ponte JK tem 1,2 metro de comprimento e é uma das principais vias de ligação entre o Plano Piloto e o  Lago Sul. 

A terceira ponte foi construída para desafogar o tráfego diário de   100 mil veículos das   pontes  Presidente Médici, ou Ponte das Garças, e Costa e Silva. 

A Ponte JK possui três arcos, que a sustentam  por meio

 de cabos de aço, e três tabuleiros com vãos de 240 metros cada.

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