Menu
Brasília

Ponte JK: muito lixo e entulho próximo ao local

Arquivo Geral

26/08/2010 7h55

Da Redação

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

A vista é perfeita. Um bom lugar para quem quer ter uma visão de toda a cidade e ver o sol se pôr atrás da Ponte JK. Seria o paraíso se não fosse o abandono e descaso. Todos os dias, uma grande quantidade de entulho é despejado no local, e os responsáveis permanecem ocultos. Localizada na QI 25 do Lago Sul, a área é a que mais preocupa, mas não é a única. Segundo a Administração Regional do Lago Sul, há registro de outros 12 terrenos sucateados.

 

A sujeira e o lixo incomodam os moradores da região. “Eu queria pegar quem faz isso. Se visse, denunciaria”, afirma a dona de casa Vilma de Souza, vizinha do local. Segundo ela, até sofá e colchão foram jogados ali. O terreno pertencia ao Parque Bernardo Sayão, parcialmente destruído com a construção da Ponte JK. Hoje, é motivo de disputa judicial, mas a administração, em contrapartida, afirma que a área é pública. 

 

Com a tentativa de impedir que terrenos virem lixão, foi promulgada, em 1993, a Lei 613. A partir daí, “os proprietários de imóveis não edificados, localizados em áreas urbanas do Distrito Federal, seriam obrigados a construir calçadas entre os limites da rua, mantê-los cercados e limpos”. Para os que se mantém fora da lei, é aplicada uma multa, que vai de R$ 10 a R$ 50 mil. 

 

Descaso

 

Entretanto, muitas áreas permanecem sujas e abandonadas. Segundo a Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis), a fiscalização é feita, mas quem joga o entulho sempre volta. “Se forem localizados em flagrante, nós autuamos e aplicamos a multa, mas no dia seguinte o terreno está cheio de entulho novamente. Há uma necessidade de ter um plantão de fiscalização”, afirma a encarregada do núcleo de fiscalização de terrenos no DF, Sirlene Campelo. 

 

Com a falta de resultados satisfatórios quanto a limpeza dos terrenos, a Agefis, em parceria com o órgão de Serviço de Limpeza Urbana do DF (SLU), estuda a possibilidade de fazer um plantão de fiscalização, além da possibilidade de construir valas que impeçam a entrada de veículos no terreno da 25. A área, que oferece vista privilegiada da capital, pode parar de receber entulho e também visitantes. “Nós teremos que analisar todos os pontos”, ressalta Campelo. 

 

 

Leia mais na edição desta quinta-feira (26) do Jornal de Brasília.

 

 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado