Samir Mendes
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Um passeio pelas margens do Lago Paranoá proporciona uma clara dicotomia, pois as belas vistas da cidade se misturam com a poluição e os lixos deixados próximos a rios e córregos que desembocam no Lago. Para reverter essa situação, diversas instituições têm feito um extenso trabalho de limpeza.
Técnicos da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), por exemplo, percorreram 80 quilômetros de orla para identificar possíveis irregularidades, como lançamentos de esgotos, óleos, gorduras e lixos. Na operação, foi utilizada uma sonda multiparâmetro que mede o pH da água, o oxigênio dissolvido, a condutividade elétrica, os sólidos totais e a turbidez. Foram analisados 140 pontos, dos quais, seis foram considerados críticos, cinco com lançamento de esgoto e um com despejo de óleo mineral. Destes, quatro tiveram os responsáveis identificados e notificados.
Eles terão um prazo de 30 dias para retirar o lançamento de esgoto das galerias de águas pluviais. Caso não o façam, serão autuados e receberão multa que equivale a 300 vezes o valor da conta mínima do estabelecimento. O quinto ponto crítico encontrado é a galeria que desemboca na Asbac de onde vem águas pluviais de parte da Asa Sul e exige investigação porque abrange uma área muito grande.
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