Da Redação
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Um sargento da Polícia Militar matou um adolescente depois de ser vítima de uma tentativa de assalto. A ação aconteceu por volta das 13h de ontem, em Samambaia. O assaltante morto estava acompanhado de outro adolescente que foi apreendido. Antes de tentar atacar o militar, os criminosos, de 15 e 16 anos, moradores do Guará, assaltaram um comerciante de quem levaram o carro, um Strada, e mais R$ 8,5 mil em dinheiro. O dinheiro não foi encontrado.
O policial, lotado no 11º Batalhão da Polícia Militar (Samambaia), não usava uniforme no momento em que foi assaltado. Ele saiu de casa, na QR 308, e entrou no carro, um Astra prata.
Antes de ligar o carro, o militar ouviu o anúncio do assalto e um revólver calibre 32 foi apontado para a cabeça. “Perdeu, perdeu. Sai do carro”, teria dito o suspeito de 16 anos. O policial respondeu, tudo bem, vou sair. Enquanto descia, retirou a pistola ponto 40 da cintura e disparou à queima-roupa. O assaltante foi atingido com dois tiros, um deles à esquerda do peito e outro próximo à cintura. Morreu no local. O cúmplice se rendeu e sobreviveu.
A perícia do Instituto de Criminalística foi chamada à cena do crime. Encontrou no bolso da bermuda do morto R$ 7 em notas, algumas moedas e uma pequena quantidade de maconha. O outro adolescente e o sargento foram levados para a 32ª DP (Samambaia), e transferidos para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA II), em Taguatinga. O policial prestou depoimento, apresentou a arma do crime e foi liberado. O menor foi levado para a Vara da Infância e da Juventude (VIJ). Um juiz iria decidir quanto à internação do infrator.
Mistério
O comerciante assaltado pelos mesmos adolescentes, momentos de serem detidos pelo sargento, estava acompanhado com uma funcionária. Debaixo do tapete de seu carro havia R$ 8,5 mil, que o casal iria depositar no banco. Os suspeitos fugiram no carro.
No dia anterior, o ele havia instalado um dispositivo antirroubo, que corta a corrente elétrica do carro. Como sabia que o Strada iria parar a cerca de 1,5 quilômetro de onde havia sido levado, pediu ajuda a um amigo e saiu a procura do carro. O comerciante achou que os ladrões pegariam a BR-060, com destino ao Recanto das Emas. Como não encontrou nada, voltou.
Ao passar próximo à QR 308, viu um tumulto e imaginou que os ladrões haviam sido presos pela polícia. Aproximou-se e reconheceu os dois assaltantes deitados no chão. Ele foi logo perguntando pelo dinheiro. O adolescente disse que estava com o comparsa.
O comerciante disse ter ficado mais aliviado, afinal, o dinheiro era para cobrir dívidas com credores. Pensou que os dois pacotes, um com R$ 3 e o outro com R$ 5 mil, estivessem escondidos na cueca do morto. Ele esperou a perícia terminar o trabalho e, para sua surpresa, o dinheiro não foi localizado com os assaltantes.
Desesperado, o comerciante acompanhou o desfecho do caso, na DCA II. O casal não entendeu como o dinheiro havia desaparecido. “Não tenho dúvida que eles esconderam ou alguém pegou. O comerciante quer saber quem.