Luís Augusto Gomes
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A segurança em Samambaia foi colocada em xeque. Uma dupla de delinquentes deixou a polícia atônita e a população com medo. Um subtenente da Polícia Militar e um aposentado foram vítimas de latrocínios (roubo seguido de morte). Um sargento foi baleado em uma troca de tiros com dois homens e uma mulher ficou ferida em um assalto. Duas lojas também sofreram com a ação de ladrões.
O primeiro caso ocorreu em uma clínica de odontologia, na comercial da Quadra 314, em Samambaia Sul. Dois homens, aparentando ser adolescentes, e uma mulher loira, chegaram ao consultório por volta das 15h40. No local havia três dentistas, três pacientes sendo atendidos, outros três esperando a consulta e uma secretária.
Os suspeitos passaram por três portas até chegarem à clínica, no primeiro andar do edifício. Segundo o proprietário, que preferiu não se identificar, um dos envolvidos ficou na porta de vidro. O comparsa, armado, entrou. Quando viu o rapaz, a secretaria pensou, mas não teve tempo de falar, que a consulta dele não estava marcada para esta sexta-feira (05).
O homem armado, com um revólver apontado para as vítimas, anunciou o assalto. O subtenente Roberto Alves Carneiro, 42 anos, estava de folga e foi levar a mulher e uma das filhas pré-adolescente para consulta. Elas aguardavam o atendimento ao lado do marido e pai, quando houve o anuncio do assalto.
Alves Carneiro, como era conhecido, discutiu com o assaltante, tentando demovê-lo da ação. Disse que era policial. O suspeito nem esperou o militar concluir a frase e fez o primeiro disparo. Teria ocorrido uma suposta troca de tiros. As marcas ficaram nas paredes e no chão. O subtenente foi atingido nas costas e morreu no local, antes de receber atendimento médico.
Uma paciente, que também esperava o atendimento, ficou ferida com um tiro em uma das pernas. “Foi tudo muito rápido. Ficamos muito assustados com os tiros e quando vimos o policial já estava caído no chão. Todos gritaram e a mulher ferida desceu as escadas amparada por um colega em busca de socorro, logo após a fuga dos assaltantes”, afirma o proprietário.
Os assaltantes deixaram a clínica levando a arma do militar. Em pânico após verem o pai e marido caído em uma poça de sangue, morrendo sem ser socorrido, a filha e a mulher de Alves Carneiro, tentavam recussitá-lo, em vão.
Testemunhas dizem que a fuga ocorreu em um Corsa ou Renault Clio. Elas chamaram a polícia. Porém, não houve como evitar a morte do subtenente, que há 21 anos prestava serviço à Polícia Militar e tinha 158 elogios em sua ficha funcional por relevantes serviços prestados à sociedade.
O coronel Reinaldo Siqueira, comandante do Comando de Policiamento Regional Oeste (CPRO), e um dos ex-comandantes de Alves Carneiro, foi ao local quando soube da morte do ex-subordinado. “Tenho orgulho de ter formado este policial e durante muitos anos trabalhamos na antiga 5ª Companhia de Polícia Militar Independente (CPMInd), que atualmente é o 8 Batalhão, em Ceilândia”, disse Reinaldo.
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