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Brasília

Policial e agente prisional ajudavam a colocar celulares e drogas na prisão

Arquivo Geral

24/02/2012 7h06

Vinícius Borba
vinicius.borba@jornaldebrasilia.com.br

Três homens – entre eles um policial militar e um agente penitenciário – de Formosa (GO) foram presos acusados de traficar drogas e celulares para dentro da Casa de Prisão Provisória (CPP) daquele município. Policiais militares que atuam na região teriam encontrado um suspeito de colocar o material em uma lixeira nas imediações da detenção, e o saco com os produtos teria sido recolhido por um policial militar.

 

Passava das 23h de quarta-feira, quando uma patrulha da PM fazia ronda pela região onde se concentram o fórum, a 11ª Delegacia de Polícia de Formosa – dotada inclusive de Grupamento Especial de Repressão à Narcóticos – e teria visto um jovem de bicicleta circulando pela área com uma sacola.

 

Os policiais militares relataram que abordaram o suspeito, E.P.V., 23 anos, e, ao revistar a sacola, encontraram 1,4 quilo de maconha, uma porção de cocaína, 14 celulares, carregadores e chips. Eles disseram ter interrogado o rapaz, que confessou que o material iria para dentro do presídio. Os policiais teriam determinado então que ele continuasse executando o plano.

 

De acordo com o delegado Edgar Bandeira Filho, da Central de Flagrantes de Formosa, depois ficou constatado que o suspeito estaria levando os produtos a pedido de outro preso, a quem ele devia dinheiro por uso de drogas.

 

Flagrante

 

O combinado, segundo depoimento do suspeito, era deixar a sacola na lixeira em frente à CPP para que alguém a levasse para dentro do presídio. Os militares contaram que se esconderam e, assim que o rapaz deixou a sacola, comunicou-se com o presidiário avisando que o pacote estava na lixeira.

 

“Minutos depois o soldado F.B.S., de 36 anos, saiu e foi direto à lixeira. Quando ele foi abordado, correu para dentro do presídio, tentando se esconder. Depois, ameaçou tirar a própria vida, mas se entregou”, relata o delegado Bandeira. No depoimento à polícia, o militar confessou sua participação e disse que teria praticado o crime a convite de um vigilante penitenciário.

 

Para o delegado Bandeira, é uma “verdadeira irresponsabilidade” permitir que pessoas não aprovadas por concurso público exerçam essas  funções de vigilância. “É inaceitável que isso possa ocorrer, especialmente com a possibilidade de participação dos contratados temporariamente para um serviço de segurança prisional”, afirma.

 

De acordo com o gerente Regional Prisional de Formosa, Volnei Vitor Dias, faltam instrumentos, estrutura e pessoal para coibir a entrada de celulares e de drogas na área. Ele diz que hoje apenas dois plantonistas agentes penitenciários cuidam da estrutura. “Lidamos com  o ser humano, que é imprevisível”, disse. Segundo Dias, o Governo de Goiás tem previsão de  realizar um concurso para contratação dos novos agentes de segurança prisional.

 

Leia mais na edição impressa desta sexta-feira (24) do Jornal de Brasília.

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