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Brasília

Policiais Militares vão ajudar colegas detidos

Arquivo Geral

25/02/2014 6h42

 Um grupo de militares começa hoje a arrecadar valores para custear as despesas com advogados particulares para os 12 policiais militares presos desde sexta-feira. Eles continuam detidos no 19º Batalhão de Polícia Militar. 

A auditoria militar do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) negou o pedido de habeas corpus de oito dos presos, solicitado no último sábado.  Na tarde de ontem, o advogado de sete policiais protocolou na Justiça um novo pedido. O advogado representante da Associação do Fórum Permanente dos Servidores Integrantes das Carreiras Típicas do DF (Finacate), Helton Barbosa, também solicitou a liberdade provisória dos militares à juíza da auditoria militar.

Segundo Barbosa, a prisão dos policiais se refere à uma situação estritamente política. Ele alega que a ação não tem fundamentação jurídica ou idônea para manter custódia cautelar dos militares. “Os primeiros pedidos foram indeferidos com o mesmo argumento da manutenção da ordem pública”, explica. No entanto, para o advogado, a justificativa não é legítima. “Nós estamos recorrendo porque essa alegação não é válida. Não é algo legítimo de acordo com a jurisprudência da força superior que é a Constituição Federal”, ressalta.

Depoimentos

As oitivas dos policiais começaram ontem. O corregedor-geral da PM, coronel Civaldo Florêncio da Silva, explica que os inquéritos abertos estão em curso e os policiais encarregados por cada caso  estão colhendo os depoimentos dos militares presos. Eles têm 30 dias para serem ouvidos. “O inquérito pode ser prorrogado por   um mês”, diz.

Na tarde de ontem, o último policial com mandado de prisão expedido ficou de se apresentar na Corregedoria da PM. Ele estava viajando, e não tinha se apresentado até o fechamento desta edição.

ARMADO E EMBRIAGADO


Um tenente-coronel da PM foi flagrado com sintomas de embriaguez, caído em uma rua de Águas Claras, portando uma arma de fogo. O caso foi denunciado de forma anônima pelo telefone 190.

O policial havia sido nomeado para integrar   comissão que vai discutir a restruturação da carreira dos militares. A PMDF informou que uma sindicância será aberta  e o servidor será substituído da comissão.

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