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Brasília

Policiais Civis paralisam novamente atividades nesta quinta-feira

Arquivo Geral

09/06/2010 18h20

Os 7 mil integrantes do Sindicato dos Policiais Civis, Sinpol, paralisarão novamente as atividades amanhã (10). Os policiais não concordam com a resolução tomada hoje (9), em uma reunião que ocorreu no começo da tarde envolvendo o governador Rogério Rosso, secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, João Bernardo Bringel, alguns deputados federais e distritais. Os manifestantes reinvindicam um reajuste salarial prometido pelo ex-governador Wilson Lima.

Durante a reunião, foi discutido um cronograma de trabalho para a elaboração de projetos de lei que serão enviados ao Congresso, ainda este ano, a fim de garantir o reajuste no ano que vem.

A impossibilidade de conceder o reajuste ainda este ano justifica-se pela falta de orçamento e porque os salários do segmento da segurança pública do Distrito Federal são custeados pelo governo federal, como prevê a Constituição. Portanto, qualquer realinhamento salarial deve ser discutido previamente na esfera federal.

 
Os policiais congelarão as atividades por 48hrs a partir de 8 horas da manhã desta quinta-feira (10). Segundo informações do Sinpol, amanhã acontecerá uma manifestação em frente ao MPOG e na sexta-feira (11), os protestos serão realizados na Casa Civil, atualmente locada no Centro de Convenções Banco do Brasil.

Segundo o presidente do Sindicato de Policiais Civis, Wellington Luiz, o atendimento ao público continua normalmente, porém as delegacias só atuaram em denúncias mais graves, como latrocínios, homicídios, seqüestros e crimes de natureza sexual. As investigações e atuação em casos de menor importância serão interrompidas.


Greve

No último mês, O sindicato dos policiais civis do DF deu início à uma manifestação em frente ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), atual sede da Presidência da República, reivindicando reajuste salarial e reestruturação de carreira para a categoria.

O protesto do último mês contou com a participação de aproximadamente 600 grevistas.

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