Rosana Jesus
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Após assembleia realizada na tarde desta quinta-feira (11), em frente ao Palácio do Buriti, policiais civis do Distrito Federal decidiram manter a operação-padrão até segunda-feira (15). Nessa data, o sindicato da categoria se reunirá com o governo para discutir reivindicações como a isonomia salarial com a Polícia Federal.
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A cúpula da Polícia Civil do Distrito Federal esteve hoje no Palácio do Buriti para discutir reajuste salarial, reivindicação da categoria. Depois de ouvir explicações de vários dirigentes, Rollemberg enfatizou a importância do diálogo pelo bem da cidade em um momento de falta de recursos. “Reconheço a legitimidade do pleito com a isonomia da Polícia Federal, mas ninguém poderia prever há dois anos a recessão que o País viveria”, disse. “Agradeço o empenho e peço que utilizem a liderança para construirmos juntos uma solução na base da temperança, da moderação e do diálogo.”
O diretor do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil (Sindepo), Rafael Sampaio, falou sobre as expectativas. “Estamos esperando o governador fazer algo por nós, ele pediu que a gente esperasse, mas estamos no pé dele”, disse.
Ainda segundo Sampaio, os delegados decidiram que vão entregar os cargos em caso de proposta diferente do que pede a categoria. Ele acrescentou que poderá haver paralisação dos policiais.
O chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, também acompanhou a reunião, além do diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba, e outros diretores da corporação.
No fim do encontro, a categoria fez uma passeata em direção à Secretaria de Segurança Pública. Eles gritaram palavras de ordem pedindo a destituição da titular da pasta, Márcia de Alencar.
Polícia Civil deixa de recolher corpos
Com a intenção de pressionar ainda mais o governo, a categoria também decidiu parar de recolher os copos por morte natural do Distrito Federal. “Essa função não é nossa, cabe a secretaria de saúde fazê-la”, diz o diretor de planejamento e administração do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), Marcos Campos. “Nossa obrigação em atender a esse tipo de demanda é apenas em caso de suspeita de crime, caso contrário não somos obrigados”, completa.
Operação-padrão
A operação-padrão dos policiais civis teve início no dia 4 de julho. Uma cartilha feita pelo sindicato previa que os agentes agissem estritamente pelas regras da corporação, sem horas extras ou operações com guarnições menores que o recomendado.