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Brasília

Polícia traça <i>rota da bomba</i>

Arquivo Geral

23/03/2009 0h00

A busca por corpos esculpidos a qualquer preço está levando jovens de aparência saudável a um vício muitas vezes sem volta. O motivo é o uso constante dos esteróides anabolizantes, stomach mais conhecidos como “bombas”. Em alerta com o crescimento do comércio ilegal desse tipo de substância, a Polícia Civil do Distrito Federal começou a traçar a “rota de entrada da bomba”. O tráfico interestadual dos anabolizantes é alvo de investigações conduzidas pela 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul).


Os policiais identificaram pelo menos três meios encontrados pelos traficantes para trazer as drogas para o DF. O primeiro método é considerado pelos fornecedores a forma mais segura de transportar os anabolizantes. Dois suspeitos que vivem em São Paulo costumam enviar, via Sedex, grandes remessas de esteróides, sempre usados por jovens que desejam ver os músculos inflarem com pouco tempo de exercício físico.


A atividade acaba se transformando em vício, alimentado pela vaidade. Apesar do meio de transporte ser considerado seguro pelos pelos fornecedores, a delegada- chefe da 1ª DP, Martha Vargas, que investiga o caso, afirmou que o envio das drogas por Sedex é perigoso sobretudo para quem compra os anabolizantes. “Temos informações que os traficantes deixam de enviar os  produtos acondicionados com gelo. Tudo para o pagar menos pelo envio e chamar menos atenção. Essa atitude expõe a vida dos usuários e um risco muito grave, já que muitas pessoas acabam consumindo o produto estragado”, alertou.


Os dois suspeitos paulistas estão sendo procurados pela polícia pelo tráfico de substâncias proibidas para o comércio. Outra rota de entrada descoberta pela polícia é considerada de difícil combate e apreensão. São os grandes carregamentos de anabolizantes quem chegam a cidade escondidos em meio a equipamentos eletrônicos, comprados no Paraguai.


Academia investigada


As drogas são transportadas em ônibus de turismo, que partem de Foz do Iguaçú, no Paraná, lotados de sacoleiros que fazem compras no Paraguai. Com a forte fiscalização feita pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), os traficantes que revendem os anabolizantes para clientes de alto poder aquisitivo, determinaram pontos específicos, fora do limite do DF para receber os carregamentos de esteróides.


De acordo com a delegada, existem pontos de encontro em cidades do Entorno do DF, onde as drogas saem dos ônibus de turismo e caem nas mãos dos traficantes. “Confirmamos que em regiões como o Novo Gama, os traficantes pegam os carregamentos e seguem em carros particulares, que chamam bem menos a atenção dos policiais que fazem o patrulhamento nas rodovias”, explicou a delegada.


A terceira forma de chegada de remessas de anabolizantes envolve o nome de um homem que está sendo mantido em sigilo pela polícia. Trata-se do dono de uma academia de ginástica sediada em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O proprietário do estabelecimento seria um dos distribuidores de boa parte dos anabolizantes comercializados no DF. Ele também enviaria parte
dos medicamentos pelo correio. “Estamos trabalhando em linhas de investigações sobre essas três rotas para tentar  esarticular os grupos que estão faturando com esse comércio ilegal. Os usuários precisam saber que os traficantes não estão preocupados com a saúde de quem compra os medicamentos mas sim em ganhar dinheiro”, alerta a delegada da 1ª DP.

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